Levantamento de índices de infestação também revela que o lixo, caixas vasos, lajes, piscinas e ralos são alguns dos criadouros predominantes no município
Por falhas operacionais no recebimento de informações, os dados referentes ao Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) da cidade de Campinas (SP) não foram incluídos no material divulgado à imprensa na última quinta-feira (20), pelo Ministério da Saúde. Conforme o texto abaixo, já atualizado, a cidade mantém índice satisfatório de infestação, a exemplo dos resultados de 2007.
Neste ano, Campinas registrou índice de 0,2%, abaixo de 1%, faixa considerada satisfatória de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, foram coletados dados de 66 estratos (áreas). Destes, 62 apresentaram índices de infestação satisfatórios e apenas quatro estão em estado de alerta.
O levantamento também detectou que os principais criadouros estão associados ao lixo (42,4%), seguidos de depósitos domiciliares (representando 40,7%), como pratos de vasos de plantas, lajes, piscinas, ralos, entre outros. Apenas 16,9% dos criadouros relacionam-se a problemas de abastecimento de água (caixas d´água, tonéis, poços, tambores, etc).
Embora os resultados sejam positivos, as ações contra a dengue devem ser contínuas e intensificadas para evitar que o cenário evolua para a situação de alerta ou de risco de surto.
METODOLOGIA – O LIRAa tem como objetivo identificar com antecedência as áreas de maior risco de formação de criadouros do mosquito transmissor. Os resultados permitem o planejamento e a intensificação de ações de combate ao vetor da doença, assim como as atividades de mobilização, comunicação e de educação.
Neste ano, 161 municípios de todo o país participaram do levantamento. São cidades que se enquadram nos critérios: capitais e municípios de regiões metropolitanas; municípios com mais de 100 mil habitantes; e municípios com fluxo de turistas e de fronteira.
Para ser realizado, o município é dividido em grupos de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, também chamado estrato, são pesquisados 450 imóveis. Os estratos apontam três situações: até 1% de infestação, significa que o município está em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% indica situação de alerta; e superior a 4% aponta risco de surto de dengue.




