Meta é matricular 1,7 mil alunos, com idades acima de 15 anos, em um período de dois meses
Matricular 1,7 mil alunos, com idades acima de 15 anos, em um período de dois meses. Uma média de quase 30 novos estudantes por dia. Este é o objetivo da Semana de Luta Contra o Analfabetismo, lançada na tarde desta quinta-feira, 30 de janeiro, pela Secretaria de Educação de Campinas. O evento que contou com a presença do prefeito Jonas Donizette e da Secretária Municipal de Educação, Solange Villon Kohn Pelicer, foi realizado no Salão Vermelho da Prefeitura.
A meta é colocar Campinas no ranking das cidades que apresentam a menor taxa de analfabetismo do país. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2010, Campinas tinha 28.422 mil pessoas não alfabetizadas, com idade acima de 15 anos. O número representa 2,63% do total da população. Ainda de acordo com os dados, Curitiba é a cidade que apresenta o menor índice nacional de analfabetismo 1,88% da população.
“Falar de analfabetismo é falar de um grande mal na nossa sociedade. Há pessoas que não tem acesso a informação porque não sabem ler. Isso é um absurdo! Temos de combater isso. Não queremos apenas alfabetizar e sim promover uma melhora na qualidade de vida dessas pessoas”, argumentou a Secretária Municipal de Educação, Solange Villon.
Para reverter esse quadro, a Secretaria Municipal de Educação, por meio da Fumec, que é a responsável pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) no município, fará uma força tarefa para sensibilizar a sociedade civil, associações de moradores, empresários, construtoras, entidades religiosas, entre outras classes representativas com o objetivo de fazer uma busca ativa dessas pessoas que ainda não foram alfabetizadas.
“É necessário que exista um convencimento dessas pessoas. Elas têm de ser motivadas a estudar. Temos de ir atrás dessas pessoas e elas serão alcançadas se tiverem o apoio de um amigo, patrão, um irmão da igreja. As pessoas só se sentem inclusas em uma sociedade quando elas têm Educação e Cultura”, disse o prefeito Jonas Donizette.
Para reverter esse quadro, o primeiro passo já foi dado. A Fumec está em contato com empresas, sindicatos, entidades, associações e diversos outros setores da sociedade em busca desses alunos em potencial. “Precisamos conquistar o envolvimento da sociedade para encontrar todo esse público”, afirmou a diretora-executiva da Fumec, Darci da Silva.
Alcançando a meta, a Fumec será a responsável pela Educação de 4 mil pessoas, uma média de 20 alunos em cada sala, até o dia 23 de março. Campinas está em 5º lugar entre as cidades com mais de um milhão de habitantes, com menor indicador de pessoas não alfabetizadas. A meta é chegar à primeira colocação até 2016.
A Fumec, conta com 200 salas espalhadas pela cidade e tem por objetivo proporcionar a educação básica aos jovens e adultos à partir dos 15 anos, que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola ou por diversos motivos foram afastados das instituições de ensino.





