Pesquisa realizada por professor do Mackenzie mostra que
o material transforma-se em pó composto por metais pesados
Um estudo iniciado há alguns anos pelo professor Guilhermino Fechine, da área de Engenharia de Materiais do Mackenzie, apontou resultados que comprovam que as chamadas sacolas plásticas oxibiodegradáveis, usadas por inúmeros supermercados, drogarias e lojas diversas, não se decompõem na natureza como esperado. Os consumidores mais atentos podem observar que tais sacolas trazem a informação de que são confeccionadas com plástico oxibiodegradável, material que começou a ser fabricado em 1980 e que, segundo seus fabricantes, é ambientalmente correto porque se decompõe rapidamente na natureza. Com isso, minimizaria uma série de riscos ambientais decorrentes do descarte desses produtos, como a impermeabilização do solo e a contaminação de lençóis freáticos.
A pesquisa, concluída no final do ano passado por Fechine, comprovou que este material trata-se de uma farsa. A partir de uma bateria de testes com um tipo de plástico oxibiodegradável vendido no mercado nacional, ele constatou que, apesar de o material se fragmentar e virar pó, não é consumido por fungos, bactérias, protozoários e outros microorganismos, condição necessária para ser considerado biodegradável e desaparecer do solo ou da água.
O termo “oxibiodegradável” foi adotado justamente para remeter ao fato de que este material oxida e depois degrada. Mas a verdade é que ele apenas oxida, transformando-se em um pó composto de metais pesados, que contaminam o ambiente, o solo, os lençóis freáticos etc.
O plástico não biodegradável, segundo Fechine, seria mais adequado por sua possibilidade de reaproveitamento como saco de lixo e, também, por poder ser reciclado. “As sacolas oxibiodegradáveis são prejudiciais ao ambiente pelo desperdício de energia em sua fabricação, impossibilidade de reciclagem e, ainda, por serem produzidas com fontes não renováveis”, afirma o professor.
No início do ano, o governador José Serra vetou um projeto de lei da Assembléia Legislativa paulista que tornava obrigatório o uso de sacolas plásticas com o aditivo oxibiodegradável porque havia dúvidas sobre o real benefício ao ambiente. “Nosso experimento mostrou que o aditivo acelera a fragmentação do polímero, mas não o torna biodegradável”, afirma Fechine.
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