É natural que as pessoas desenvolvam defesas do ego na formação da sua personalidade. Há os que se utilizam delas para elaborar os diversos relacionamentos interpessoais e assim controlam o seu aspecto emocional. Mas há também os que aplicam as defesas para o isolamento, o que acaba resultando em patologia. Ao explorar os mecanismos das defesas do ego a psicanálise se encarregou de uma das mais relevantes tarefas na interpretação do ser humano. O livro Defesas do ego – Leitura didática de seus mecanismos (120 p.; R$ 29,60, Editora Ágora), de Wilson Castello de Almeida, em terceira edição revista e atualizada, desvenda os mecanismos dessas defesas.
Ao reconhecer que era preciso apresentar aos profissionais da “psi” – psicanálise, psiquiatria, psicodrama e psicologia, e ainda contemplar os leigos interessados, Almeida dedicou-se a isolar o tema e apresentá-lo mais didaticamente. “Nos seus primórdios, a agressividade e a sexualidade eram as principais justificativas para o surgimento dos mecanismos de defesa. Hoje, sem descartar o que é pulsional, as psicoterapias ocupam-se de fatores diversos, responsáveis por erigir barreiras emocionais e até mesmo funcionais no relacionamento intersubjetivo das pessoas”, afirma.
Almeida atribui a origem desses estudos aos Freud – pai e filha – e depois aos demais estudiosos. Na busca por desenvolver a temática de forma sistemática e compreensível a todos, a obra destaca os quatro nomes mais dedicados a entender os mecanismos de defesa: Sigmund e Anna Freud, Otto Fenichel e Melanie Klein. Sobre as contribuições dos que complementaram os conceitos de ego, o autor faz referência a Lacan, que rebateu Anna, Freud e Fenichel.
Em seu argumento, Almeida conclui que as defesas não devem ser encaradas como patologia, mas como primitivo recurso do ego para permanecer íntegro e integrado. “Elas fazem parte da estrutura construtiva da personalidade, com expressão nítida no seu setor operativo-cultural que é o ‘papel’. O seu uso adequado ou inadequado, sempre em plano inconsciente e automático é que definirá os pólos saúde-doença e determinará ou não a função psíquica equilibrada e necessária para a saúde global”, explica.
O autor
Wilson Castello de Almeida formou-se médico pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em psiquiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), é psicodramatista pela Federação Brasileira de Psicodrama. Fez pós-graduação em Teoria e Prática em Psicanálise pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e deu aulas na USP e na UFMG. Membro correspondente da Academia Mineira de Medicina e sócio-fundador da Associação Brasileira de Psicoterapia (Abrap), foi presidente do Departamento de Psicoterapia da Associação Paulista de Medicina (APM) e secretário geral da Associação Psiquiátrica da América Latina (Apal). Entre 1994 e 2004, foi editor da Revista Brasileira de Psicodrama. É autor de vários livros, entre eles, Psicoterapia aberta – O método do psicodrama, a fenomenologia e a psicanálise, também publicado pela Ágora. Psiquiatra e psicoterapeuta por vocação e escolha, está na prática de consultório, na capital paulista, há quase quarenta anos.
Título: Defesas do ego – Leitura didática de seus mecanismos
Autor: Wilson Castello de Almeida
Editora: Ágora
Preço: R$ 29,60
Páginas: 120
ISBN: 978-85-7138-053-0
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.agora.com.br




