Ex-ministra afirma que atuará como ponte entre centro político, agronegócio e governo federal

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A ex-ministra Simone Tebet (PSB) afirmou que não pretende disputar como vice na eventual chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo e confirmou que sua prioridade é uma candidatura ao Senado. Em entrevista, ela declarou que sua atuação política estará voltada ao fortalecimento da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT], com foco na construção de uma frente ampla.
“Eu só sou candidata se for ao Senado”, afirmou a ex-ministra, ao indicar que a estratégia foi discutida com o próprio presidente. Segundo ela, a posição no Senado permite maior protagonismo político do que a função de vice-governadora.
Estratégia política e articulações em São Paulo
A mudança de domicílio eleitoral para São Paulo e a filiação ao PSB marcam uma reconfiguração na trajetória de Simone Tebet, que deixou o MDB após quase três décadas. Nos bastidores, a movimentação é interpretada como tentativa de ampliar o alcance do governo federal em um dos principais colégios eleitorais do país, especialmente junto ao eleitorado de centro e ao setor agropecuário.
A ex-ministra afirmou que pretende atuar como ponte entre o agronegócio e o governo, destacando que há resistência histórica do setor em relação à esquerda. “Vamos mostrar que nenhum governo fez e atuou tanto para o agronegócio quanto Lula”, disse.
Sobre a possibilidade de integrar a chapa de Fernando Haddad, Tebet foi enfática ao afirmar que já recusou o convite, defendendo que pode contribuir mais politicamente na disputa ao Senado. Ainda assim, elogiou o perfil do ex-ministro, classificando-o como “moderado” e com capacidade de diálogo.
A ex-ministra também abordou temas institucionais, defendendo maior equilíbrio entre os Poderes e sugerindo que o Supremo Tribunal Federal reveja sua atuação para evitar conflitos com o Congresso. Em relação à economia, reconheceu limitações do governo no início do mandato, mas defendeu a necessidade de um ajuste fiscal mais robusto a partir de 2027.
Na área de segurança pública, criticou discursos mais radicais e defendeu coordenação nacional no combate ao crime organizado, com integração entre forças estaduais e federais.
As declarações ocorrem em meio à intensificação das articulações políticas para as eleições, com São Paulo sendo considerado peça-chave tanto para projetos estaduais quanto para a estratégia nacional do governo federal.




