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quinta-feira, maio 21, 2026
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STF torna réu deputado Gustavo Gayer por injúria contra Lula após postagem com imagem manipulada

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Primeira Turma entendeu que publicação extrapolou crítica política e atingiu a honra do presidente

Para a PGR, o conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão e configura ofensa direta à honra. Foto Lula Marques/Agencia Brasil

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Com a decisão, tomada nesta terça-feira (28), o parlamentar passa à condição de réu por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT], em um caso envolvendo a divulgação de imagem manipulada nas redes sociais.

A denúncia tem como base uma publicação feita em 2024, na qual Gustavo Gayer compartilhou uma montagem que associava o presidente a símbolos do nazismo e ao grupo Hamas. Para a PGR, o conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão e configura ofensa direta à honra.

Limites da imunidade parlamentar em debate

Relator do caso, o ministro Flávio Dino afirmou que há indícios suficientes para a abertura de ação penal e que a conduta atribuída ao parlamentar não pode ser considerada mera crítica política. Segundo ele, a manipulação de imagens com potencial de distorcer a realidade agrava o cenário, especialmente diante da ampliação do uso de tecnologias digitais.

A defesa alegou que a publicação estaria protegida pela imunidade parlamentar, argumento rejeitado pelo colegiado. A ministra Cármen Lúcia reforçou que “imunidade não é impunidade”, destacando que a prerrogativa não pode ser utilizada para legitimar ataques pessoais.

Também acompanharam o voto do relator os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, consolidando a decisão unânime da Turma no âmbito do Inquérito 4974.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de instrução, quando serão colhidos depoimentos e analisadas provas. Ao final, o STF decidirá pela condenação ou absolvição do parlamentar.

A PGR informou ainda que Gustavo Gayer recusou proposta de transação penal, que poderia encerrar o caso sem continuidade da ação.

O julgamento ocorre em um contexto de maior rigor do Judiciário diante da disseminação de desinformação e conteúdos manipulados no debate público, com potencial de impacto sobre a honra de autoridades e os limites da atuação parlamentar nas redes sociais.

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