No dia 29 de abril, quatro brasileiros embarcarão para a Áustria, onde representarão o país no Red Bull Paper Wings, o campeonato mundial de aviões de papel, que reunirá cerca de 250 fanáticos da modalidade, vindos de 85 países, nos dias 1 e 2 de maio, na cidade de Salzburgo. Na competição, vale o talento em transformar folhas de papel dobradas em pequenas, leves e dinâmicas aeronaves. Além disso, os participantes precisam ser os “pilotos” e mostrar habilidade em projetar os aeroplanos ao ar.
Serão três categorias: maior tempo, distância e voo acrobático. Na primeira, na qual vence o dono da aeronave que demorar o maior de tempo entre lançamento e pouso, o Brasil será representado pelos paulistanos Leonard Ang, melhor classificado na fase nacional; e Diniz Nunes, que tentará defender o título mundial do Red Bull Paper Wings. Leonard, no entanto, surpreendeu nas seletivas e fez com que seu aviãozinho planasse por incríveis 17,7 segundos. “Eu já tinha tentado a vaga na primeira edição do evento, em 2006, mas não consegui um tempo muito bom daquela vez. Este ano acertei alguns detalhes no mesmo modelo e consegui um tempo maior até mesmo do que o recorde do Diniz naquele ano (11,5 segundos). Estou muito confiante!”, declarou Ang, que cursa engenharia na USP.
O estudante de informática Everton Batista, também de São Paulo, é o finalista da categoria distância. Após estabelecer a marca de 49 metros que lhe garantiu o privilégio de representar as cores do Brasil na Áustria, Everton terá que fazer com que seu avião vá mais longe do que os dos seus 84 adversários de todo o mundo. “Antes de conhecer esse campeonato eu nunca tinha me dedicado a isso, mas gostava de fazer aviõezinhos de brincadeira. Agora que carrego essa responsabilidade, andei pesquisando bastante, aprimorando detalhes do meu avião e treinando para não fazer feio na Europa”, declarou o universitário, que viajará ao exterior pela primeira vez.
Completa o time brasileiro o pernambucano Daniel Freitas, finalista mundial da categoria voo acrobático. Na classificatória realizada no Recife, a última das seis etapas disputadas no Brasil, Daniel conseguiu a maior pontuação, com seu avião que executou sucessivos espirais no ar. “Estou ansioso para conhecer a Áustria. Fiquei impressionado com a beleza do Hangar-7 e não vejo a hora de estar lá”, afirmou o estudante de design, referindo-se ao cenário da disputa. Um dos pontos turísticos de Salzburgo, com arquitetura composta predominantemente por vidro e aço, o Hangar-7 abriga a mais rara e variada coleção de antiguidades da aviação bélica.
O formato
As regras do campeonato são simples. Os projetistas precisam criar suas aeronaves na hora, diante de toda a comissão organizadora e dos demais participantes, também ficando responsáveis pela decolagem. Na categoria que visa o maior tempo de voo, o cronômetro define o melhor competidor. Na modalidade que premia a maior distância, o comprimento de uma linha reta entre o local do arremesso e o ponto onde o projeto pousar, define o campeão. No voo acrobático, os participantes podem trazer seus projetos previamente preparados e também ficam autorizados cortes no papel ou a utilização outros materiais. Uma comissão de juízes classificará cada apresentação com notas de 0 a 10 e o que conseguir a maior pontuação será o contemplado.
Para garantir a comparabilidade e oficialização de recordes mundiais, o regulamento do Red Bull Paper Wings segue os padrões internacionais estabelecidos pela Associação de Aviões de Papel (PAA) – http://www.paperaircraftassociation.com.
Red Bull Paper Wings – Final Mundial
1 e 2 de maio
Salzburgo, Áustria
http://www.redbullpaperwings.com
Mais informações:
http://www.redbull.com.br




