Polícia apreende 39 motocicletas e aponta uso de empresas de outros estados para burlar regras de desmanche e revenda

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (16) o responsável por uma oficina mecânica em Campinas suspeita de vender motocicletas e peças de forma irregular. A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deic, em conjunto com o Detran-SP.
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O alvo foi um estabelecimento conhecido como “Galpão Motos”. No local, os policiais identificaram diversas irregularidades, incluindo a comercialização de peças usadas sem autorização e sem a etiqueta obrigatória de rastreamento, exigida para controle de origem e legalidade.
Durante a operação, foram apreendidas 39 motocicletas em diferentes condições — desde intactas até em processo de desmontagem ou recuperação. Também foram encontradas diversas peças sem identificação, o que é proibido pela legislação.
Esquema usava empresas de outros estados
Segundo a investigação, o estabelecimento adquiria motos de leilão por meio de CNPJs de empresas supostamente credenciadas em estados como Minas Gerais e Bahia. Esses veículos, que legalmente deveriam ser destinados apenas ao desmanche, eram reformados e revendidos para circulação, sem autorização dos órgãos de trânsito.
O responsável apresentou notas fiscais, mas os documentos apontavam empresas de outros estados como compradoras formais, sem vínculo com a oficina fiscalizada. Técnicos do Detran-SP confirmaram que o local não possuía credenciamento para operar.
Imagens analisadas pela fiscalização indicam que algumas motocicletas estavam em condições significativamente melhores do que quando foram arrematadas em leilão, reforçando a suspeita de recuperação irregular para revenda.
O suspeito foi levado ao Deic de Campinas, onde teve a prisão em flagrante confirmada. Ele deve responder por crimes como adulteração de sinais identificadores de veículos e venda irregular de produtos. Não foi arbitrada fiança, e ele permanece à disposição da Justiça para audiência de custódia.
A Polícia Civil de São Paulo continua as investigações para identificar outros envolvidos e apurar a possível existência de uma rede de comercialização ilegal de veículos e peças na região.




