Coleção da Editora Unesp resgata vida e obra de um dos mais influentes intelectuais brasileiros
No próximo dia 2 de maio, completam dez anos da morte do pedagogo pernambucano Paulo Freire, reconhecido mundialmente por sua filosofia de educação popular. Na Série Paulo Freire, a Editora Unesp resgata esta trajetória em sete livros, tanto de autoria do próprio educador como de pesquisadores de sua obra.
Pedagogia da tolerância (2005, 329 páginas, R$ 35), organizado por Ana Maria Araújo Freire, viúva de Paulo Freire, reúne textos do pedagogo sob o eixo temático da tolerância como resposta a uma realidade onde um poder econômico abarca de modo totalitário todas as relações sociais e esgarça as possibilidades de convivência com o que lhe é diferente.
Já Paulo Freire, o menino que lia o mundo: uma história de pessoas, letras e de palavras (2005, 152 páginas, R$ 21), de Carlos Rodrigues Brandão, com participação de Ana Maria Araújo Freire, explica o universo de Paulo Freire para as crianças. Conta a sua via, explica o que é o Método Paulo Freire e a descoberta das palavras que revelam idéias, traz jogos que aplicam criativamente os conceitos explicados e imagina como Freire “escreveria às crianças, se ele ainda estivesse entre a gente”.
Em Cartas a Cristina: reflexões sobre minha vida e minha práxis (2003, 334 páginas, R$ 37), Paulo Freire faz referências a acontecimentos de sua infância e juventude. Os momentos escolhidos estão ligados, pelo menos em alguns aspectos, ao seu trabalho como educador. Nas cartas, Freire aborda questões que considerava fundamentais e relaciona as dimensões pessoais aos contextos históricos vigentes.
Leituras freireanas sobre a educação (2003, 120 páginas, R$ 20), de Ivanilde Apoluceno de Oliveira, aborda aspectos da vida, obra e atuação de Paulo Freire, com destaque a temas como o humanismo, a libertação dos oprimidos, a conscientização, a práxis, a ética, o sujeito, a exclusão social e a educação popular. Também mostra as possibilidades de utilização da pedagogia freireana a partir da experiência pessoal da autora na alfabetização de crianças e adultos na periferia de Belém do Pará.
Pedagogia da libertação em Paulo Freire (2001, 330 páginas, R$ 39), organizado por Ana Maria Araújo Freire, Ivanilde Apoluceno de Oliveira e Roberto Luiz Machado, foi publicado em comemoração aos trinta anos de Pedagogia do oprimido. Reúne textos de estudiosos da Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Equador, Espanha, Estados Unidos e Noruega, que destacam diversos aspectos do significado e da atualidade da obra homenageada de Paulo Freire.
Em Pedagogia dos sonhos possíveis (2001, 300 páginas, R$ 42), a organizadora Ana Maria Araújo Freire apresenta depoimentos, ensaios, diálogos, conferências, entrevistas e cartas em que Paulo Freire mostra a sua visão sobre pedagogia, direitos humanos, pós-modernidade, utopia e conhecimento relacional.
Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos (2000, 134 páginas, R$ 24) é o último livro escrito pelo educador, que ficou inacabado em razão de sua morte em 1997. Nas cartas pedagógicas e outros escritos, o intelectual defende as condições para a realização da utopia que é a democratização da sociedade brasileira.
Sobre Paulo Freire (1921-1997) – O educador pernambucano recebeu, entre outros, os seguintes prêmios: Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento, Prêmio UNESCO da Educação para a Paz e Prêmio Andres Bello da Organização dos Estados Americanos, como Educador do Continente. Foi-lhe outorgado o título de doutor honoris causa por vinte e sete universidades e é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. Lecionou na Universidade de Harvard (EUA) e foi consultor especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas em Genebra (Suíça). Foi também Secretário Municipal de Educação da Cidade de São Paulo.


