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Impacto da carestia de Bolsonaro faz trabalhadores aderirem à marmita

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O percentual dos marmiteiros representa mais que o dobro em relação a 2019, antes da pandemia da Covid-19. Conforme a pesquisa, o valor do almoço fora de casa custa em média R$ 40,64 e pesa no bolso do povo brasileiro. Foto Nathalia Marangoni

 

 

 

Diante da carestia dos alimentos no país, trabalhadores e trabalhadoras tiveram de optar pela marmita ao invés do almoço em restaurantes. Uma pesquisa da Sodexo Benefícios e Incentivos aponta que para enfrentar o avanço da inflação promovida por Bolsonaro, a solução encontrada foi levar comida de casa para o trabalho.

Pelo menos 65% dos entrevistados pela Sodexo disseram que está caro almoçar fora de casa e que a marmita foi a alternativa encontrada para driblar a inflação dos alimentos.

O percentual dos marmiteiros representa mais que o dobro em relação a 2019, antes da pandemia da Covid-19. Conforme a pesquisa, o valor do almoço fora de casa custa em média R$ 40,64 e pesa no bolso do povo brasileiro.

Outro dado do estudo é que o prato feito, conhecido como PF, virou a opção para 17% dos trabalhadores e os restaurantes ainda são alternativa para 14% das pessoas entrevistadas.

Em entrevista ao G1, o diretor de Relações de Relações Institucionais e de Responsabilidade Corporativa da Sodexo Benefícios e Incentivos, Willian Tadeu Gil, afirma que “o cenário inflacionário desafiador atinge diretamente o setor de alimentos e, consequentemente, o bolso do trabalhador brasileiro, que passou a desembolsar do próprio bolso 9 dias do orçamento para as refeições fora de casa”.

No governo do PT, almoço era 48,3% mais barato

O levantamento da Ticket, outra empresa do setor de benefícios de refeição e alimentação da Edenred Brasil, ressalta que o valor médio gasto em refeições fora de casa cresceu 48,3% nos últimos 10 anos.

Em 2013, no governo do Partido dos Trabalhadores (PT), almoçar fora custava cerca de R$ 27,40, e em 2022 esse valor passou para a média de R$ 40,64.

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o acumulado no período analisado foi de 73,8%. Se corrigido de acordo com a inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a refeição completa estaria custando em média R$ 47,62 no bolso dos brasileiros.

 

Valores por região

  • O Nordeste carrega o almoço mais caro do país, segundo a pesquisa. O valor para almoçar fora de casa subiu de R$ 23,74 para R$ 40,28, um aumento de 69,6%.
  • A menor variação fica com a região Norte, com alta de 18,6%. Em 2013, o prato custava R$ 30,45. Agora, custa R$ 36,14.
  • No Sudeste, passou de R$ 29,85 para R$ 42,83, avanço de 43,4%; no Sul, de R$ 26,55 para R$ 36,97, aumento de 39,2%; e no Centro-Oeste, de R$ 26,85 para R$ 34,20, alta de 27,3%.

 

Da Redação, com informações do G1

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