Investigação aponta tentativa de infiltração do PCC em Campinas durante gestão Jonas Donizette

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Polícia Civil identifica articulações políticas entre 2015 e 2017; operação apura uso de fintech para acessar recursos públicos

Segundo a Polícia Civil, Thiago Rocha ocupou cargos na Prefeitura de Campinas entre 2013 e 2021, incluindo funções no gabinete do prefeito e na Secretaria Municipal de Educação. Foto Reprodução redes socais

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo voltou a colocar Campinas no centro de uma investigação que apura a tentativa de infiltração do chamado “núcleo político” do Primeiro Comando da Capital (PCC) em estruturas públicas. Segundo a apuração, houve movimentações na cidade entre 2015 e 2017, durante a gestão do então prefeito Jonas Donizette (PSB).

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De acordo com os investigadores, o ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula (PSD) teria atuado em Campinas buscando aproximação com agentes públicos e articulações políticas. Ele é apontado como um dos alvos da Operação Contaminatio, deflagrada nesta segunda-feira (27), que resultou na prisão de seis investigados e no bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos.

As investigações indicam que o grupo buscava estruturar um braço político para facilitar o acesso a recursos públicos. Entre as estratégias identificadas está a criação de uma fintech com potencial para operar serviços financeiros de prefeituras, como emissão de boletos e gestão de receitas — mecanismo que poderia ser utilizado para dar aparência legal a valores de origem ilícita.

Segundo a Polícia Civil, Thiago Rocha ocupou cargos na Prefeitura de Campinas entre 2013 e 2021, incluindo funções no gabinete do prefeito e na Secretaria Municipal de Educação. A investigação também cita o nome de Mateus Rosa Tognella, atual secretário-adjunto em Nova Odessa e ex-assessor de Jonas Donizette, que foi alvo de busca e apreensão.

No caso de Campinas, a polícia afirma que não há, até o momento, comprovação de que as articulações tenham sido efetivadas. Ainda assim, a cidade foi incluída entre os alvos da operação, com mandado cumprido na região da Vila Brandina.

Em nota, Jonas Donizette afirmou que o investigado não integra mais seu gabinete desde fevereiro de 2025 e que o caso não tem relação com suas atividades parlamentares. Já a defesa de Mateus Tognella declarou que não há acusação formal contra ele e que seu nome foi apenas citado no curso das investigações.

A apuração integra um conjunto mais amplo de investigações sobre a atuação do PCC em estruturas públicas, incluindo suspeitas de financiamento de campanhas e tentativa de influência em administrações municipais.

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