Oito funcionários são investigados após indícios de documentos emitidos por médicos fora da rede municipal

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A Prefeitura de Campinas informou nesta terça-feira (28) que está colaborando com investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil do Estado de São Paulo sobre um possível esquema de emissão de atestados médicos irregulares na cidade. A suspeita é de venda de documentos falsos a servidores públicos por profissionais que não integram a rede municipal de saúde.
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Uma apuração interna realizada pelas secretarias de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e de Saúde identificou que oito servidores apresentaram atestados emitidos por esses médicos. As informações foram encaminhadas à Polícia Civil para aprofundamento das investigações.
De acordo com a administração, caso sejam confirmadas irregularidades, os envolvidos podem responder por crimes como falsidade documental ou ideológica, com penas que variam de 1 a 6 anos de reclusão, além de multa. Também poderão sofrer sanções administrativas previstas no Estatuto do Servidor, como uso indevido do cargo, falta de lealdade à administração e descumprimento de normas legais.
Os dados foram levantados pelo Departamento de Promoção à Saúde do Servidor e incluem cruzamento de informações com bases nacionais de registro de profissionais de saúde, para verificar a autenticidade dos atestados apresentados.
A Prefeitura afirmou, em nota, que segue à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos adicionais. O caso levanta preocupação sobre possíveis fragilidades no controle de afastamentos médicos no serviço público e pode ter desdobramentos administrativos e criminais, a depender do avanço das apurações.




