Jorge Messias defende diretor-geral da PF após campanha de Flávio Bolsonaro pedir investigação

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O advogado-geral prestou solidariedade a Andrei Rodrigues e criticou eventuais pressões indevidas sobre a atividade policial. Foto Antonio Cruz/Agencia Brasil

Advogado-geral da União afirmou que Andrei Rodrigues atuou conforme a lei; campanha do senador do PL questiona apuração sobre possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu nesta segunda-feira (12) o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, após a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) apresentar uma notícia-crime contra o delegado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Em publicação na rede social X, Messias afirmou que Rodrigues “atuou conforme a lei” ao tratar de uma apuração preliminar sobre possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

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A representação foi apresentada no domingo (11). Segundo as informações divulgadas, a campanha de Flávio Bolsonaro acusa o diretor-geral da PF de utilizar a estrutura da instituição para beneficiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A acusação é uma alegação da campanha e não constitui, por si só, comprovação de irregularidade.

Messias defende autonomia da Polícia Federal

Na manifestação, Messias afirmou que receber informações sobre possíveis irregularidades, avaliar os fundamentos apresentados e decidir sobre a abertura de investigações fazem parte das atribuições da Polícia Federal. O advogado-geral defendeu que essas decisões sejam tomadas com autonomia institucional e responsabilidade técnica.

Messias também declarou que a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições é um tema legítimo de debate público, diante da necessidade de preservar a integridade do processo eleitoral.

O advogado-geral prestou solidariedade a Andrei Rodrigues e criticou eventuais pressões indevidas sobre a atividade policial. Sua manifestação representa uma defesa pública da atuação do diretor-geral da PF, mas não constitui decisão judicial sobre a notícia-crime apresentada pela campanha do PL.

Apuração preliminar foi arquivada

A apuração preliminar mencionada no caso foi arquivada na quarta-feira (7), de acordo com as informações publicadas pelo Diário do Centro do Mundo. O arquivamento dessa etapa não deve ser confundido com uma decisão judicial sobre as acusações feitas posteriormente pela campanha de Flávio Bolsonaro.

O caso envolve, portanto, duas questões distintas: a apuração preliminar da PF sobre uma possível interferência estrangeira e a notícia-crime apresentada pela campanha do senador contra o diretor-geral da instituição.

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