Três armas já foram liberadas após novos proprietários comprovarem transferência legal; arsenal apreendido em 2024 tinha 123 armas, sendo 42 sem registro
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Mais de dois anos após a explosão e o incêndio que atingiram o apartamento de um coronel reformado do Exército, em Campinas, a Justiça começou a autorizar a liberação de parte das armas apreendidas no imóvel. Até o momento, três armamentos foram liberados para novos proprietários que comprovaram a transferência legal e apresentaram a documentação necessária para a posse.
A decisão judicial permite que a liberação das armas registradas seja feita individualmente, desde que os interessados comprovem a transferência regular e cumpram todas as exigências legais para a posse. Portanto, a medida não representa a liberação indiscriminada do arsenal apreendido durante a investigação.
O imóvel pertencia ao coronel reformado do Exército Virgílio Parra Dias. Durante a apuração do caso, a Polícia Civil apreendeu 123 armas, além de munições, pólvora e equipamentos utilizados para recarga de armamentos.
Do total apreendido, 42 armas não possuíam registro, segundo os dados da investigação.
Explosão mobilizou moradores
A explosão ocorreu em fevereiro de 2024, no bairro Botafogo, em Campinas. O incidente provocou incêndio e levou à evacuação do edifício.
Moradores precisaram deixar o prédio durante a ocorrência, enquanto equipes de emergência trabalhavam no local. Apesar da violência da explosão e dos danos materiais provocados no imóvel, ninguém ficou ferido.
O episódio ganhou repercussão nacional principalmente pela quantidade de armas e materiais encontrados posteriormente no apartamento.
Três armas já foram liberadas
Com a decisão judicial, a destinação de parte do armamento começou a ser analisada individualmente.
Até agora, três armas registradas tiveram a liberação autorizada para novos proprietários. Para isso, os interessados precisaram comprovar que a transferência ocorreu de maneira regular e apresentar autorização e demais documentos exigidos para a posse.
A liberação gradual deverá continuar enquanto houver pedidos que atendam aos requisitos determinados pela Justiça.
As armas sem registro, por sua vez, não entram automaticamente nesse procedimento, já que a ausência de documentação regular exige tratamento jurídico próprio.
Coronel ainda responde a processo
Virgílio Parra Dias responde a uma ação penal relacionada ao episódio. O processo continua em tramitação na Justiça.
A existência de armas registradas entre o material apreendido e a posterior autorização de transferência para terceiros não encerra as questões discutidas no processo criminal.
A Justiça deverá continuar analisando a situação de cada armamento, levando em consideração sua documentação, a propriedade declarada e as demais circunstâncias relacionadas à apreensão.
O caso, que começou com uma explosão dentro de um apartamento e terminou com a descoberta de um arsenal de grandes proporções, agora ganha um novo capítulo: a definição do destino das armas apreendidas há mais de dois anos.




