Polícia Civil investiga fraude de R$ 3,5 milhões na venda de veículos para órgãos públicos

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A apuração começou após uma denúncia apresentada por uma concessionária de Piracicaba vinculada a uma montadora francesa. Foto Policia Civil

Operação Sócio Oculto cumpriu mandados de busca em São Paulo e Salto; investigação apura retirada de pelo menos 15 veículos sem repasse dos pagamentos à montadora

A Polícia Civil de Piracicaba realizou nesta quarta-feira (28) a primeira fase da Operação Sócio Oculto, que investiga uma suspeita de fraude na comercialização de veículos destinados a prefeituras e outros órgãos públicos. Segundo a investigação, o prejuízo estimado é de R$ 3,5 milhões.

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A apuração começou após uma denúncia apresentada por uma concessionária de Piracicaba vinculada a uma montadora francesa. Conforme a Polícia Civil, os veículos eram retirados diretamente da fabricante para atender contratos públicos já firmados, mas parte deles teria sido entregue sem que os pagamentos correspondentes fossem repassados à montadora.

O principal investigado é um empresário de 50 anos. A suspeita é de que ele utilizasse empresas registradas em nome de terceiros para participar de licitações em diferentes municípios do país.

Veículos e valores sob investigação

De acordo com os investigadores, pelo menos 15 veículos teriam sido retirados sem o pagamento à fabricante. Cada unidade está avaliada em aproximadamente R$ 230 mil.

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São Paulo e Salto. Durante as diligências, foram recolhidos celulares, computadores e documentos.

Análise do material apreendido

Os equipamentos e documentos serão analisados pelos investigadores para identificar possíveis outros envolvidos, verificar a movimentação relacionada aos veículos e reunir elementos para o avanço da apuração.

Até as informações divulgadas sobre esta primeira fase da operação, o caso é tratado como investigação de uma suposta fraude. A existência de responsabilidade criminal dos investigados depende da apuração e das decisões judiciais cabíveis.

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