19.9 C
Campinas
quarta-feira, maio 6, 2026
spot_img

Senado retoma votação sobre aumento da taxação para fintechs e apostas

Data:

O relatório do relator Eduardo Braga propõe aumentos escalonados de alíquotas da CSLL e da contribuição sobre receita de apostas, com destino a corrigir distorções e aumentar arrecadação


O projeto, que havia tido sua votação adiada por pedido de vista, volta à pauta da CAE hoje. Se aprovado, seguiu direto para a Câmara dos Deputados — a menos que haja recurso para plenário. As mudanças previstas elevam a carga tributária sobre fintechs e instituições financeiras menores, assim como sobre empresas de apostas, enquanto bancos tradicionais e cooperativas financeiras não seriam afetados.

>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp

Atualmente, fintechs e instituições de pagamento pagam 9% de CSLL. Com o PL, passariam para 12% em 2026 e para 15% a partir de 2028.

Para sociedades de capitalização, instituições de crédito, financiamento e investimento — que hoje pagam 15% — o plano prevê aumentar para 17,5% em 2026 e para 20% em 2028.

Se aprovado, seguiu direto para a Câmara dos Deputados — a menos que haja recurso para plenário. Foto Andressa Anholete/Agência Senado

No caso das empresas de apostas (“bets”), a carga tributária sobre a receita bruta de jogo (GGR) subiria de 12% para 15% em 2026 e 2027, e para 18% a partir de 2028. Essa versão é mais branda do que a original, apresentada pelo presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), que previa 24%.

Além disso, o texto inclui medidas regulatórias: imposição de requisitos mínimos de idoneidade para controladores de bets, regras mais rígidas de compliance para fintechs, relatórios periódicos e sanções até R$ 50 mil por operação irregular.

O PL também prevê um programa de regularização tributária para pessoas físicas de baixa renda, com descontos e condições facilitadas de parcelamento.

Justificativas e argumentos dos defensores

Em defesa da proposta, o relator Eduardo Braga alega que a economia brasileira é prejudicada por um volume expressivo de recursos “sob os radares” do sistema financeiro tradicional: segundo ele, cerca de meio trilhão de reais circula por fintechs sem a mesma supervisão de bancos.

Para os apoiadores, a nova tributação corrige distorções de carga tributária entre fintechs/instituições menores e grandes bancos, promovendo isonomia.

Argumenta-se também que o aumento sobre apostas contribui com arrecadação a ser destinada à seguridade social, estados, municípios e ao DF, em especial para financiar saúde e políticas públicas voltadas a combater os impactos sociais dos jogos de azar.

https://twitter.com/RogerioCorreia_/status/1976037830167011463?s=20

Críticas e controvérsias

Críticos alertam que a elevação de impostos sobre fintechs pode prejudicar a inclusão financeira, afetando serviços de pagamento digital acessíveis a amplas camadas da população. Há também receio de que o aumento sobre bets penalize empresas legalizadas, enquanto operadoras informais e clandestinas seguirão atuando sem pagar impostos — o que limitaria o efeito arrecadatório esperado.

Alguns setores questionam se a isenção dada a grandes bancos e cooperativas não cria um tratamento desigual, sobretudo quando fintechs competem diretamente com instituições tradicionais.

https://twitter.com/RubensOtoni/status/1989979875852046478?s=20

Também há dúvidas sobre a eficácia de sanções e regras regulatórias propostas, diante da história de dificuldades de fiscalização de apostas online e lavagem de dinheiro.

O que vem pela frente

Se o PL for aprovado hoje na CAE, seguirá direto para a Câmara dos Deputados — sem necessidade de nova votação no Senado, salvo recurso para plenário.

A expectativa de secretarias de fazenda, do governo e do relator é de que a proposta comece a vigorar em 2026, com a escalada tributária gradativa até 2028.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Lula e Trump devem se reunir na Casa Branca em meio a histórico de tensão diplomática e reaproximação

Encontro previsto para quinta-feira, em Washington, ocorre após meses...

Monomotor caiu três minutos após decolagem em Belo Horizonte e matou três empresários

Aeronave saiu da Pampulha com destino a São Paulo,...

PF prende deputado Thiago Rangel em nova fase da Operação Unha e Carne no Rio

Investigação aponta suposto esquema de fraudes em contratos da...

Novo Desenrola Brasil promete descontos de até 90% e uso do FGTS para quitar dívidas

Governo Lula relança programa de renegociação com foco em...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade