Apicultores lançam campanha mundial de proteção às abelhas

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O uso indiscriminado de agrotóxicos e de inseticidas nas lavouras tem causado um sério problema:  o desaparecimento das abelhas. Em função disso, cresce no mundo o entendimento de que elas precisam ser protegidas com urgência.

A importância do assunto mereceu a capa da revista Time de agosto passado e levou à deflagração da Campanha Mundial de Proteção às Abelhas. Afinal são elas as responsáveis pela polinização de mais de 70% da área agrícola que fornece alimentação para o mundo.

Os reflexos da situação, evidentemente, atingem o Brasil e a região de Campinas onde existem apiários. Segundo explica Antônio Augusto Barros, do Apiário Belmonte, situado em Sousas, apiários fixos no distrito, em Morungaba e Jaqguariúna, anteriormente, realizavam duas colheitas por ano. Agora, no entanto, colhem apenas uma vez, mesmo considerando que na região não há muito problemas com a utilização de defensivos uma vez que a pecuária é mais intensa.

E explica com conhecimento de causa, já que o Belmont atua desde 1983, há 30 portanto, exclusivamente com produção de mel de abelhas.. “O inseticida mata nas plantações e mata o enxame”, diz. Afetadas pelo uso de neonicotinóides ficam com os sistemas de navegação e orientação comprometidos e, desorientadas, se perdem ou desaparecem no campo. Não retornando às colméias, acabam por provocar perda econômica significativa para os apicultores.

De acordo com Barros, o fenômeno de desaparecimento das abelhas representa risco para a apicultura e o para o agronegócio. E lembra que embora nos EUA e na Comunidade Européia as autoridades já tenham tomado decisões para solução do problema, no Brasil falta apoio do governo aos produtores.

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