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terça-feira, março 10, 2026
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CPMI do INSS recebe só 0,25% de dados sobre Vorcaro e a suspeita e retenção de arquivos por David Alcolumbre

Data:

Parlamentares afirmam que material repassado tem 740 MB, enquanto conjunto original chegaria a 500 GB

Segundo parlamentares que participam da comissão, o volume original de informações reunidas chegaria a cerca de 500 gigabytes. foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

Integrantes da CPMI do INSS afirmam que tiveram acesso a apenas uma pequena parte do material relacionado ao banqueiro Daniel Vorcaro que estava sob custódia do Senado e foi encaminhado à Polícia Federal após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

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Segundo parlamentares que participam da comissão, o volume original de informações reunidas chegaria a cerca de 500 gigabytes. No entanto, o material efetivamente disponibilizado aos membros da CPMI teria aproximadamente 740 megabytes — o equivalente a cerca de 0,25% do total mencionado internamente no colegiado.

De acordo com integrantes da investigação parlamentar, o conteúdo acessado até agora reúne basicamente conversas de caráter privado entre Vorcaro e sua então namorada, sem documentos adicionais que ampliem diretamente as frentes de apuração conduzidas pela comissão.

Divergência no volume de dados

A diferença entre o volume total mencionado e o material entregue aos parlamentares passou a ser discutida internamente após a divulgação dos arquivos disponibilizados à comissão.

O tema ganhou força depois de declarações públicas do senador Carlos Viana, que preside o colegiado responsável pela investigação.

Na semana passada, Viana afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, teria mencionado a existência de orientação do gabinete do ministro André Mendonça para que apenas parte do material fosse compartilhada com os parlamentares.

“O doutor Andrei reafirmou que há uma orientação do gabinete do ministro [André Mendonça] no sentido de que nos entreguem apenas a parte dos consignados”, declarou o senador ao relatar conversa que teria mantido com o chefe da PF.

O presidente da CPMI também afirmou que solicitou providências institucionais para esclarecer a situação.

“Eu já solicitei à advocacia [do Senado] para entrar em contato com o gabinete do ministro para a gente esclarecer toda essa história”, afirmou.

Confirmação de parlamentares

A discrepância também foi confirmada pelo deputado Rogério Correia, integrante da comissão.

Segundo ele, o material entregue ao colegiado é “muito menor” do que o volume de dados originalmente mencionado nos registros da comissão. O parlamentar afirmou ainda que as informações sobre o tamanho do conjunto de arquivos teriam sido comunicadas oficialmente pela secretaria da CPMI.

De acordo com Correia, o próprio senador Carlos Viana citou a diferença entre os volumes de dados durante reunião da comissão realizada na manhã de segunda-feira (9).

Retranca — Impacto na investigação

A CPMI investiga possíveis irregularidades em operações envolvendo empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social, além de conexões financeiras envolvendo entidades associativas e operadores do sistema.

Nos bastidores da comissão, parlamentares avaliam que a limitação no acesso ao conjunto completo de arquivos pode afetar o ritmo das apurações e restringir a capacidade de análise das informações reunidas pelas autoridades.

Integrantes do colegiado discutem a adoção de novas medidas para tentar obter acesso integral ao material, incluindo pedidos formais ao Supremo Tribunal Federal e questionamentos institucionais sobre os critérios utilizados para definir quais dados poderiam ser compartilhados com a comissão.

O gabinete do senador Davi Alcolumbre foi procurado para comentar a diferença entre os volumes de dados mencionados e os arquivos efetivamente disponibilizados, mas não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

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