20.9 C
Campinas
terça-feira, março 10, 2026
spot_img

STF começa julgamento de deputados do PL acusados de cobrar R$ 1,6 milhão em propina para liberar emendas parlamentares

Data:

Primeira Turma da Corte analisa ação penal contra dois deputados federais e um suplente investigados por corrupção e organização criminosa

Durante a tramitação do processo no Supremo, os advogados dos parlamentares contestaram as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. Foto Nelson Jr/SC/STF

A Supremo Tribunal Federal inicia nesta terça-feira (10) o julgamento de três parlamentares ligados ao Partido Liberal acusados de corrupção passiva e organização criminosa em um esquema de cobrança de propina envolvendo emendas parlamentares. A sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal está prevista para começar às 9h.

<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp>

Os réus no processo são os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além do suplente Bosco Costa. A ação penal também inclui outras cinco pessoas ligadas aos parlamentares, que respondem no mesmo processo.

Suspeita de cobrança de propina

Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, o grupo teria solicitado R$ 1,6 milhão em vantagem indevida para viabilizar a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar.

De acordo com a acusação, as negociações teriam ocorrido entre janeiro e agosto de 2020. A investigação aponta que os recursos públicos fariam parte de acordos políticos condicionados ao pagamento de propina.

O processo é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também participam do julgamento os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Além da sessão desta terça-feira pela manhã, outras duas reuniões foram marcadas pela Corte para analisar o caso: uma ainda nesta tarde e outra na manhã de quarta-feira (11).

Argumentos das defesas

Durante a tramitação do processo no Supremo, os advogados dos parlamentares contestaram as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.

A defesa de Josimar Maranhãozinho afirmou que as acusações “se mostram frágeis e desfundamentadas”.

Os advogados de Bosco Costa pediram a rejeição da denúncia por suposta ausência de provas. Segundo a defesa, a acusação estaria baseada em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.

Já os representantes de Pastor Gil argumentaram que as provas obtidas na investigação seriam ilegais. Para os advogados, o caso deveria ter sido iniciado diretamente no Supremo Tribunal Federal e não na Justiça Federal do Maranhão.

A defesa do parlamentar também afirmou que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República estaria baseada em “hipóteses e conjecturas”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

PF prende delegado e dois policiais civis do Rio por suspeita de extorquir facção ligada ao Comando Vermelho

Operação autorizada pelo STF investiga uso da estrutura policial...

Delegado da PF ligado à inteligência do governo Bolsonaro vira assessor de André Mendonça no STF em meio ao Caso Master

Thiago Marcantonio Ferreira ocupou cargos estratégicos na Polícia Federal...

Vorcaro visitou Banco Central 24 vezes durante gestão de Campos Neto, mostram registros obtidos via LAI

Controle de acesso revela presença frequente de Vorcaro na...

Narcotraficante espanhol teria financiado operação que levou Daniel Vorcaro ao controle do Banco Master

Documentos e registros financeiros indicam que traficante condenado por...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade