Temporais provocaram deslizamentos, enxurradas e destruição em ao menos 27 municípios; entre as vítimas estão três crianças

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As fortes chuvas que atingem Pernambuco desde a última quinta-feira (30) já deixaram ao menos seis mortos, milhares de pessoas fora de casa e dezenas de municípios em situação crítica. Segundo atualização divulgada neste domingo (3) pela Defesa Civil estadual, o número de deslocados chegou a 9,4 mil pessoas, sendo 7,7 mil desalojadas e 1,6 mil desabrigadas.
Os temporais afetaram ao menos 27 municípios pernambucanos. Entre as cidades mais atingidas estão Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Goiana, Moreno, Timbaúba, Itambé e Pombos, que concentram grande parte das famílias afetadas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as mortes ocorreram principalmente por deslizamentos de terra na Região Metropolitana do Recife. Entre as vítimas estão um bebê de seis meses, uma criança de um ano e outra de sete anos. Também foi registrada uma morte por arrastamento durante enxurrada no município de São Lourenço da Mata.
Diante da gravidade da situação, a governadora Raquel Lyra decretou situação de emergência nos municípios atingidos. A medida busca acelerar o acesso a recursos públicos estaduais e federais para ações de resgate, assistência social e reconstrução de áreas destruídas pelas chuvas.
Segundo o governo pernambucano, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram mais de 800 operações de resgate desde o início da crise climática. Ao todo, 29 abrigos públicos foram ativados para acolher famílias que perderam casas ou vivem em áreas consideradas de risco.
A Defesa Civil Nacional enviou equipes para auxiliar nos trabalhos de busca e atendimento às vítimas. O ministro Waldez Góes afirmou que o governo federal atuará para garantir assistência emergencial às cidades afetadas.
Além de Pernambuco, os temporais também provocaram danos na Paraíba. Segundo dados preliminares da Defesa Civil paraibana, o estado contabiliza cerca de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, aproximadamente 9 mil afetados e dois mortos.
Especialistas apontam que a combinação entre ocupações urbanas precárias, ausência de infraestrutura adequada de drenagem e expansão desordenada em encostas aumenta o impacto humano das chuvas intensas no Nordeste. Em várias regiões metropolitanas, comunidades inteiras vivem em áreas vulneráveis a deslizamentos e alagamentos recorrentes.
Meteorologistas alertam que o solo permanece encharcado em parte da faixa litorânea pernambucana, elevando o risco de novos desmoronamentos nos próximos dias. Autoridades orientam moradores de áreas de encosta a deixarem suas casas diante de sinais de rachaduras, inclinação de árvores ou movimentação de terra.




