DIG apreende mais de 3,5 mil peças automotivas irregulares e prende dois em Campinas

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Operação conjunta com o Detran-SP encontrou módulos de freio ABS, airbags e componentes sem rastreabilidade em loja da Vila Itapura

A Polícia Civil também investiga se o esquema mantinha conexão com quadrilhas especializadas em furto e desmanche de automóveis na Região Metropolitana de Campinas. Foto Divulgação

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Uma operação da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas (DIG), em conjunto com agentes do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), resultou na apreensão de mais de 3,5 mil itens automotivos irregulares em uma loja localizada no bairro Vila Itapura, em Campinas.

Durante a ação, o proprietário do estabelecimento e o gerente foram presos em flagrante. Segundo a polícia, a empresa comercializava peças automotivas de maneira ilegal, principalmente por meio da internet.

As investigações apontam que os suspeitos adquiriam os componentes como pessoas físicas e posteriormente revendiam os produtos utilizando o CNPJ da loja, dificultando o controle de origem e rastreabilidade das peças.

Durante as diligências, os policiais encontraram diversos equipamentos de segurança usados armazenados para comercialização, prática proibida pela legislação brasileira devido aos riscos ao consumidor e à dificuldade de garantir a integridade técnica dos componentes.

Entre os materiais apreendidos estão:

— 1.580 módulos de freio ABS
— 30 módulos de airbag
— 12 cintos de segurança
— 130 chaves de seta sem selo de rastreabilidade
— Cerca de 2 mil sucatas provenientes de recondicionamento considerado ilícito pelas autoridades

Segundo os investigadores, parte dos itens apresentava ausência de etiquetas obrigatórias de identificação, impedindo o rastreamento da origem das peças e levantando suspeitas sobre possível vínculo com desmontes ilegais e receptação de veículos.

A comercialização irregular de componentes automotivos é considerada uma das principais preocupações dos órgãos de fiscalização porque peças de segurança recondicionadas ou sem certificação podem comprometer diretamente o funcionamento dos veículos e colocar motoristas e passageiros em risco.

A Polícia Civil também investiga se o esquema mantinha conexão com quadrilhas especializadas em furto e desmanche de automóveis na Região Metropolitana de Campinas.

Os dois presos foram autuados por crimes contra as relações de consumo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e associação criminosa. Eles foram encaminhados para a carceragem anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas.

Os nomes dos investigados não haviam sido divulgados oficialmente até a publicação desta reportagem.

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