
Aeronaves de diferentes companhias declararam emergência nesta quinta-feira (5) após alertas de possíveis explosivos. Nenhum artefato foi encontrado até a última atualização das autoridades. Outros episódios semelhantes foram registrados durante a semana.
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Pelo menos dez voos comerciais que circulavam no espaço aéreo europeu declararam emergência nesta quinta-feira (5) após receberem ameaças de bomba, provocando desvios de rota e pousos de emergência em diferentes países. As ocorrências envolveram aeronaves que viajavam entre cidades como Dublin, Roma, Helsinque, Viena, Varsóvia, Bruxelas, Milão e Bucareste. Até a última atualização das informações, nenhum explosivo havia sido encontrado.
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A sequência de alertas mobilizou autoridades aeroportuárias, equipes de segurança e especialistas em explosivos. Em alguns casos, as aeronaves precisaram alterar o trajeto e realizar pousos em aeroportos diferentes dos inicialmente previstos. Em outros, os aviões conseguiram chegar normalmente ao destino, após procedimentos de segurança.
Os episódios não começaram nesta quinta-feira. Ao longo da semana, outros alertas semelhantes foram registrados na aviação europeia, aumentando a preocupação com a segurança dos voos comerciais.
Aeronave faz pouso em base militar na França
Um dos casos envolveu um Airbus A320 da companhia Aer Lingus, que partiu de Dublin, na Irlanda, com destino a Roma, na Itália.
Durante o trajeto, quando sobrevoava o norte da França, a tripulação declarou emergência após receber uma ameaça de bomba.
A aeronave foi desviada e realizou um pouso de emergência na base aérea francesa de Évreux. Não houve registro de feridos. Após a aterrissagem, equipes especializadas em desativação de explosivos iniciaram uma inspeção no avião.
O pouso em uma instalação militar pode ocorrer em situações excepcionais, desde que autorizado pelas autoridades responsáveis pela operação aérea e pela segurança.
Voos da Finnair também receberam alertas
Dois voos da companhia finlandesa Finnair também foram mencionados entre as ocorrências.
O primeiro havia partido de Helsinque, na Finlândia, com destino a Viena, na Áustria. Após o alerta, a aeronave declarou emergência, mas conseguiu pousar normalmente na capital austríaca, segundo informações da companhia.
Outro voo da mesma empresa, que fazia o trajeto entre Helsinque e Roma, também declarou emergência durante a viagem. A aeronave igualmente conseguiu aterrissar sem incidentes, conforme a companhia aérea.
LOT e Wizz Air também registraram ocorrências
Um voo da companhia polonesa LOT, que partiu de Varsóvia com destino a Bruxelas, na Bélgica, também recebeu uma ameaça de bomba.
Segundo a empresa, a tripulação realizou procedimentos de inspeção e não encontrou nenhum objeto suspeito. O avião pousou no aeroporto de Bruxelas.
Outro episódio envolveu uma aeronave da companhia Wizz Air, que fazia o trajeto entre Milão, na Itália, e Bucareste, na Romênia.
A agência de inteligência romena informou ter registrado uma ameaça de bomba relacionada ao voo. Apesar do alerta, o avião conseguiu pousar em segurança no destino.
Autoridades investigam origem das ameaças
Os episódios registrados durante a semana também estão sob acompanhamento das autoridades europeias. Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação de explosivos nas aeronaves envolvidas nem identificação pública dos responsáveis pelos alertas.
Autoridades europeias já atribuíram à Rússia a responsabilidade por episódios semelhantes registrados anteriormente, mas não havia confirmação de ligação entre Moscou e as novas ameaças.
O governo russo ainda não havia se pronunciado especificamente sobre os acontecimentos desta quinta-feira.
As investigações deverão buscar identificar a origem das comunicações, verificar a credibilidade dos alertas e determinar se existe alguma conexão entre os diferentes episódios.
Enquanto isso, companhias aéreas e autoridades aeroportuárias mantêm os protocolos de segurança para situações de ameaça, que podem incluir declaração de emergência, alteração de rota, isolamento da aeronave e inspeção por equipes especializadas.
Até a última atualização, não havia registro de explosivos encontrados ou de passageiros feridos nos casos relatados.


