Lula empossou mais dez ministros hoje
A ministra Dilma Rousseff disse, em discurso de despedida do cargo nesta quarta-feira (31/03), que não diz “adeus” ao governo e, sim, um “até logo”. Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma disse que os ministros que deixam o governo não vão se “dispersar” porque todos vão exercer a militância necessária para defender o “legado” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nos despedimos, mas não somos aqueles que dizemos adeus, somos aqueles que dizemos até breve. Não vamos nos dispersar. Cada um dos ministros aqui tem um legado a defender, onde quer que estejamos, exercendo a militância que tivermos que exercer. Sob a sua inspiração, presidente, quem fez tanto está pronto para fazer mais e melhor”, afirmou.
Outros dez ministros saíram do cargo para concorrer às eleições de outubro. Lula empossou os respectivos substitutos nesta quarta-feira.
No discurso, Dilma fez críticas às gestões anteriores da Presidência da República – especialmente a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Em apenas sete anos e meio, o nosso governo mudou o Brasil. Quando a gente olha e lembra o que se pensava em nosso país e, em 2002, damos conta do longo caminho percorrido”, afirmou.
Durante sua fala, Dilma emocionou-se por diversas vezes. A ministra adotou tom de campanha ao lembrar os principais programas do Governo Federal implantados nos últimos sete anos.
Dirigindo-se emocionada ao presidente Lula, Dilma afirmou que saiu com mais experiências do governo. “Tive o privilégio de conviver com o senhor, nos momentos de vitória e conquista. E quero dizer que eu, como os outros ministros, saímos maiores e melhores do que entramos. Agora trata-se de ampliar o futuro que chegou no presente.”
Ministros
Dez substitutos foram empossados nesta quarta. Dos dez novos ministros sete eram secretários-executivos dos respectivos ministérios. Os secretários-executivos que tomaram posse nesta quarta são Paulo Sérgio Passos, no Ministério dos Transportes, Márcio Zimmerman, no Ministério de Minas e Energia, Elói Ferreira, na Secretaria de Igualdade Racial, Izabella Mônica Vieira Teixeira, no Ministério do Meio Ambiente, João Santana, no Ministério de Integração Nacional, Carlos Eduardo Gabas, no Ministério da Previdência Social, e Erenice Guerra, na Casa Civil.
As exceções são o Ministério da Agricultura, que terá como ministro o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que será liderado pela ex-secretária-executiva Márcia Lopes, e o Ministério das Comunicações, cujo ministro será José Artur Filardi, que chefiava o gabinete do então ministro, Hélio Costa.




