19.7 C
Campinas
quinta-feira, junho 18, 2026
spot_img

PF investiga rede de influenciadores pagos para atacar BC após liquidação do Banco Master

Data:

Influenciadores relatam ofertas para defender banco liquidado e questionar decisão do regulador

A Polícia Federal decidiu abrir inquérito para apurar denúncias de que influenciadores digitais teriam sido pagos para atacar o Banco Central e defender o Banco Master, liquidado no fim do ano passado por decisão da autoridade monetária. A apuração busca esclarecer se houve contratação coordenada para difundir conteúdos com o objetivo de deslegitimar a atuação do BC e pressionar o ambiente institucional após a intervenção na instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.

>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp

O caso veio à tona após influenciadores alinhados à direita relatarem abordagens para produzir vídeos e postagens sustentando a tese de que o Banco Central teria agido de forma precipitada ao decretar a liquidação do Master. A estratégia descrita incluía a disseminação de narrativas que colocassem em dúvida critérios técnicos do regulador e reforçassem argumentos jurídicos favoráveis ao banco.

A estratégia descrita incluía a disseminação de narrativas que colocassem em dúvida critérios técnicos do regulador e reforçassem argumentos jurídicos favoráveis ao banco.. Foto Fernando Frazão/Agencia Brasil

Levantamentos preliminares identificaram que, no mesmo período, perfis com grande alcance passaram a publicar conteúdos semelhantes, com ataques diretos ao Banco Central e à Federação Brasileira de Bancos, repetindo argumentos e enquadramentos quase idênticos. Juntos, esses influenciadores somam dezenas de milhões de seguidores, o que levantou suspeitas de atuação organizada e eventual financiamento oculto das campanhas digitais.

A defesa do Banco Master afirmou não ter conhecimento sobre a suposta contratação de influenciadores para difamar o Banco Central. Ainda assim, a PF pretende apurar se houve pagamentos diretos ou indiretos, uso de intermediários, agências de marketing político ou estruturas paralelas para viabilizar a ofensiva nas redes sociais.

Paralelamente, seguem as investigações sobre fraudes atribuídas ao Banco Master. A Polícia Federal avalia já ter indícios concretos de irregularidades bancárias e pretende colher novos depoimentos de diretores do banco liquidado e de executivos do BRB ainda neste mês. As oitivas ocorrerão após a acareação realizada no Supremo Tribunal Federal entre Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, episódio que gerou críticas por ter ocorrido antes da conclusão das diligências policiais.

Os investigadores também analisam o material apreendido na operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, quando celulares, computadores e documentos foram recolhidos. O conteúdo está sendo periciado para identificar fluxos financeiros, eventuais crimes contra o sistema financeiro nacional e possíveis conexões entre a fraude bancária e a campanha digital contra o Banco Central.

Liquidação Banco Master
A liquidação do Banco Master abriu uma frente de tensão entre o sistema financeiro, o regulador e interesses privados atingidos pela intervenção. A suspeita de uso de influenciadores pagos para pressionar o Banco Central insere o caso em um contexto mais amplo de manipulação de opinião pública, com possíveis conexões entre dinheiro, estratégias digitais e disputas institucionais. A PF apura se a ofensiva nas redes foi parte de uma tentativa de constranger autoridades, influenciar decisões judiciais e criar ambiente político favorável aos responsáveis pela instituição liquidada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

PF aponta mensagens entre Hugo Motta e Daniel Vorcaro sobre empréstimo para empresa ligada à família do deputado

Relatório da Operação Compliance Zero cita conversas envolvendo pedido...

Lula reage a Trump e diz que para o presidente dos EUA não se meter nas eleições brasileiras

Após declarações feitas durante a cúpula do G7, presidente...

Trump afirma que “Bolsonaro Jr.” foi preso por ir bem nas pesquisas; declaração não corresponde aos fatos

Presidente dos Estados Unidos Trump mistura nomes e processos...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade