Zona Azul em Sousas divide comerciantes

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Sousas terá Zona Azul

 

A Emdec (Empresa de Desenvolvimento de Campinas) que gerencia o fluxo do trânsito nas vias em Campinas vai implantar em  Sousas o Zona Azul:  Sistema de Estacionamento Rotativo. O projeto está em estudos e será apresentado até meados de novembro, segundo  Emdec. Atualmente os motoristas que acessam as ruas de Sousas não pagam para estacionar e encontra espaço livre em apenas um lado da maioria das ruas do chamado ‘centrinho’ do distrito. Já na avenida Cel. Alfredo Nascimento, a principal que corta toda  localidade fazendo a ligação com o distrito de Joaquim Egídio, há algumas áreas com restrições onde já é proibido estacionar mas em outros pontos o motorista encontra rea para deixar o carro.

 

Segundo os moradores e comerciantes, a destinação de zona azul virá disciplinar e abrir novos pontos para o frequentador de Sousas. Locais próximo a agências bancárias e lojas do comércio são as mais disputadas pelo motorista.

A farmacêutica Ana Cristina Ramos, que reside perto da Praça Beira Rio, aprova a ideia da instalação da Zona Azul. Segundo ela, o sistema irá disciplinar e tornar mais democrático  circulação de veículos no distrito. “O movimento é grande e há poucos lugares para estacionar por isso é interessante  haver nem que seja um ponto de parada rápida”, disse.

 

A feirante Roseli Arconchel, que tem uma banca de roupas na Feira Livre aberta as quintas feiras acha que a iniciativa da subprefeitura de mudar os feirantes da rua para em cima da praça agilizou a circulação de veículos no ‘centrinho’. “Ficou mais espaço para as pessoas circularem e o movimento ficou até melhor”, disse.

Segundo a Emdec, o Sistema de Estacionamento Rotativo de Campinas (Zona Azul) foi implantado em 1995, por meio do Decreto  Nº 11.773, de 30 de março, com o objetivo de democratizar a utilização do solo público. O sistema disponibiliza, atualmente, 1.902 vagas aos motoristas, divididas entre as regiões central e do Guanabara.

 

Na região central, as vagas estão distribuídas no trecho que compreende as vias Júlio de Mesquita, Dr. Moraes Salles, Irmã Serafina, Aquidabã, João Jorge, Andrade Neves, Orosimbo Maia, Anchieta e Barreto Leme. Já no Guanabara, a Zona Azul atinge todas as vias do quadrilátero entre a avenida Barão de Itapura e as ruas José Paulino, Prefeito Passos e Barão de Parnaíba (sem contar esta última), a Praça Mauá e a Rua Mário Siqueira, em frente à Unimed.

Cada local tem um tempo determinado de permanência, que pode ser de 1h, 2h ou 5h.

 

Para utilizar o sistema, o motorista paga o valor único e fixo de R$ 3,20 pelo cartão da Zona Azul, à venda nos pontos credenciados. Este cartão deve ser preenchido pelo motorista e deixado em local visível no interior do veículo, para conferência dos agentes da Mobilidade Urbana. A fiscalização ocorre diariamente. Estacionar de forma irregular, não portando o cartão de Zona Azul nas vagas regulamentadas, é infração leve (três pontos na carteira), com multa no valor de R$ 53,20, ficando o veículo sujeito a guincho.

 

Comerciantes divididos

 

A comerciante Araci Gresoni, da GB Calçados, acredita que a implantação da Zona Azul pode afugentar os clientes. “Acho que vai reduzir o movimento”, disse. A sua loja fica em uma via movimentada, a avenida Coronel Alfredo Nascimento, a que faz ligação entre Sousas e Joaquim Egidio. Para ela, já há uma dificuldade de estacionar por causa da pouca oferta de locais para parar o carro.

 

“Tem carro que fica o dia inteiro em frente ao meu comércio”, reclamou o comerciante José Pedroso Filho, do Empório Central. Ele disse que se for cobrado  a parada, o motorista vai ser mais criterioso e racional ao estacionamento na rua para fazer compras, por exemplo. “Essa via é conhecida como caminho das  noivas e poderia ficar fechada para os carros”, opinou. Segundo ele, uma solução viável é o caminhão de entregas de mercadorias parar na esquina para atender aos vizinhos comerciantes, por exemplo.

 

O advogado Flávio Conte da Vinha sugere a retirada da praça em frente a Igreja Santana e destinadas uma das ruas para o estacionamento de forma ordenada em 45 graus. “Não concordo com o Zona Azul, o motorista vai pagar mais imposto”, enfatizou. “Um estacionamento  organizado pode normalizar a coisa.”, falou ele, explicando que sua clientela tem dificuldade de acessar seu escritório justamente pela falta de lugar de parada.

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