Atleta é considerado foragido e escola abre processo para expulsar alunos

O Serrano FC afastou imediatamente o jogador João Gabriel Xavier Berthô e suspendeu seu contrato após a expedição de mandado de prisão contra ele por suspeita de participação em estupro coletivo contra uma adolescente, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O atleta está entre cinco jovens indiciados pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e é considerado foragido. O caso foi concluído pela 12ª DP (Copacabana) e divulgado no sábado (28).
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Segundo o clube, a decisão de afastamento permanecerá enquanto o processo estiver sob investigação. Em nota oficial, a agremiação declarou:
“O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação”.
Além do jogador, foram indiciados Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Eles respondem por estupro com concurso de pessoas e também são considerados foragidos.
A maioria dos investigados é estudante do Colégio Pedro II, campus Humaitá. A Reitoria e a Direção-Geral instauraram procedimento administrativo para desligamento de quatro alunos denunciados.
De acordo com o delegado Ângelo Lajes, responsável pelo inquérito, o crime foi caracterizado como uma emboscada planejada. Em caso de condenação, a pena pode chegar a quase 20 anos de prisão.
Conforme as investigações, o episódio teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro. A vítima relatou que foi convidada por um colega para ir ao imóvel. No elevador, segundo depoimento, foi informada de que outros jovens estariam no local e que fariam “algo diferente”, proposta que afirmou ter recusado.
Ainda segundo o inquérito, no interior do apartamento a adolescente foi levada a um quarto. Durante a permanência no local, outros quatro jovens entraram no cômodo. Ela declarou que permitiu apenas que permanecessem ali, desde que não houvesse contato físico. No entanto, relatou que foi tocada, forçada a praticar atos sexuais e impedida de sair. Também afirmou ter sofrido agressões físicas.
A defesa de João Gabriel nega as acusações. Até o momento, não houve manifestação formal das defe




