Sete pacientes foram diagnosticados com bactéria multirresistente e hospital ativou plano de contingência para conter disseminação

A UTI adulta do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, deixou de receber novos pacientes nesta terça-feira (10) após a identificação de sete casos da bactéria multirresistente Klebsiella pneumoniae carbapenemase entre pessoas internadas no setor. A direção da unidade acionou um plano de contingência para tentar interromper o avanço da infecção dentro da unidade de terapia intensiva.
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Os sete pacientes diagnosticados permanecerão isolados em uma área específica da UTI, atendidos por uma equipe exclusiva para evitar a disseminação da bactéria. Outros 13 pacientes que estavam internados no mesmo setor serão transferidos para leitos de igual complexidade em hospitais da rede municipal.
Transferências e bloqueio de novos casos
Com a suspensão temporária das admissões, pacientes que necessitarem de leitos de terapia intensiva serão encaminhados ao Hospital Ouro Verde ou a outras unidades por meio da Central de Regulação do município. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Central também receberam orientação para não direcionar novos casos para o Mário Gatti enquanto durar o plano emergencial.
A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas informou que a regulação municipal está articulando com hospitais conveniados a redistribuição de pacientes para leitos disponíveis na rede. A pasta também solicitou ao governo do São Paulo a redução temporária do envio de pacientes de outras cidades para unidades municipais.
Medidas de contenção
O plano de contingência foi encaminhado ao Departamento de Vigilância em Saúde, responsável por monitorar a situação. Paralelamente, o hospital reforçou medidas de prevenção que já estavam em vigor, como limpeza terminal dos leitos, intensificação da higienização das mãos e novos treinamentos com equipes de limpeza e assistência.
Segundo a rede municipal, os protocolos de controle e desinfecção serão mantidos até que a situação seja considerada estabilizada e o risco de transmissão dentro da unidade esteja controlado.




