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terça-feira, maio 19, 2026
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Escândalo do filme “Dark Horse” prejudica Flávio Bolsonaro e Lula dispara na liderança para 2026, mostra pequisa Atlas/Bloomberg

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Vazamento de áudios envolvendo cobranças ao ex-dono do Banco Master provoca queda de 5,4 pontos percentuais do senador fluminense; rejeição ao nome do PL dispara e abre espaço para crescimento de Zema e Caiado em cenários alternativos

De acordo com a Atlas/Bloomberg, Flávio tornou-se o pré-candidato com o maior índice de eleitores que declaram que não votariam nele de jeito nenhum. Foto Reprodução Lula Narques/Ricardo Stuckert/Agencia Brasil

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SÃO PAULO – A corrida presidencial para as eleições de 2026 sofreu um forte abalo com a divulgação da nova pesquisa Atlas/Bloomberg nesta terça-feira (19). O levantamento aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT] consolidado na liderança de todos os cenários de primeiro e segundo turno, impulsionado pela expressiva retração de seu principal oponente, o senador Flávio Bolsonaro [PL-RJ]. O parlamentar conservador perdeu 5,4 pontos percentuais no cenário principal após vir a público um áudio em que cobra repasses financeiros de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a produção do documentário cinebiográfico Dark Horse, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro [PL].

No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto, mantendo a estabilidade em relação à rodada anterior de pesquisas. Já Flávio Bolsonaro registrou uma queda acentuada, recuando de 39,7% para 34,3%. O desgaste do herdeiro político do ex-presidente beneficiou o crescimento do grupo de eleitores indecisos, brancos e nulos, enquanto candidatos da chamada “terceira via” e da direita moderada mantêm patamares discretos: Renan Santos [Missão] aparece com 6,9%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema [Novo], soma 5,2%, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado [PSD], computa 2,7%.

O Peso das Gravações e a Crise do Banco Master

O encolhimento da candidatura de Flávio Bolsonaro é o reflexo político direto das investigações da Operação Compliance Zero. Diálogos obtidos e divulgados recentemente revelaram negociações e pressões ativas do senador e de aliados do núcleo duro bolsonarista para o direcionamento de recursos da ordem de R$ 134,4 milhões da instituição financeira para a Go Up Entertainment LTDA. A produtora, gerida pela empresária Karina Ferreira Gama, é a responsável pela produção cinematográfica desenvolvida sob absoluto sigilo nos últimos meses.

O caso escalou para o âmbito policial porque as movimentações financeiras coincidem com o período que antecedeu a intervenção e subsequente liquidação do Banco Master pelo Banco Central, além da posterior prisão de Vorcaro sob acusações de gestão temerária e desvio de fundos estruturados contendo aportes públicos.

O impacto ético da denúncia catapultou a rejeição do senador. De acordo com a Atlas/Bloomberg, Flávio tornou-se o pré-candidato com o maior índice de eleitores que declaram que não votariam nele de jeito nenhum. Além disso, o receio da população com uma eventual vitória do parlamentar (47,4%) superou, de maneira inédita na série histórica do instituto, o medo associado à continuidade e reeleição do atual governo federal.

Fragmentação na Direita e o Teste com Michelle Bolsonaro

Diante do racha provocado pelas denúncias nos bastidores de Brasília, a pesquisa testou a viabilidade do espólio político conservador sem a presença do senador fluminense na cédula de votação.

Em uma simulação na qual Flávio é substituído por sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro [PL], Lula mantém os mesmos 47%, enquanto Michelle herda um piso resiliente de 23,4%. Nesse desenho, Romeu Zema salta para 10% e Ronaldo Caiado chega a 6%, evidenciando que uma troca de nomes no Partido Liberal tende a fragmentar os votos do campo conservador e beneficiar lideranças regionais do Sudeste e Centro-Oeste.

No cenário em que a direita tradicional fica completamente sem um representative da família Bolsonaro, o isolamento do atual mandatário se acentua. Lula retém 46,7%, mas Romeu Zema dispara para o segundo lugar com 17%, seguido de perto por Ronaldo Caiado, que alcança 13,8%, e Renan Santos, com 8%.

Esquerda Lidera Até em Cenários de Sucessão

A deterioração da imagem pública de Flávio Bolsonaro reconfigurou inclusive as simulações para um eventual segundo turno. No confronto direto, a vantagem de Lula se expandiu para além da margem de erro, atingindo 49% contra 41,8% do candidato do PL.

A vulnerabilidade da oposição é tão acentuada que atinge até os cenários de transição em que o presidente Lula optasse por não concorrer. Caso a cabeça de chapa governista fosse assumida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad [PT], ou pelo vice-presidente Geraldo Alckmin [PSB], a centro-esquerda manteria a dianteira. Haddad lidera numericamente contra Flávio por uma margem de 3,7 pontos percentuais. Já Alckmin registra uma vantagem de 4,1 pontos sobre o senador fluminense.

Dados Técnicos:

A pesquisa Atlas/Bloomberg coletou as respostas de 5.032 eleitores por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. A margem de erro estimada para o levantamento é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, e o nível de confiança do índice é de 95%.

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