Polícia Civil apreendeu cerca de R$ 200 mil em produtos e investiga esquema de venda, distribuição e aplicação irregular de medicamentos
Cinco pessoas foram presas em flagrante na segunda-feira (6), em Limeira, durante a Operação Fatburn, deflagrada pela Polícia Civil para combater a comercialização clandestina de medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes. A investigação também apura suspeitas de falsificação de produtos terapêuticos e do crime de descaminho, relacionado à entrada irregular de mercadorias no país.
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A operação foi realizada por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), que cumpriram dois mandados de busca em imóveis residenciais e comerciais da cidade.
Durante as diligências, os policiais apreenderam medicamentos, insumos e mercadorias avaliados em aproximadamente R$ 200 mil. Entre os materiais recolhidos estavam centenas de ampolas contendo tirzepatida, comprimidos de oxandrolona, seringas, agulhas, materiais utilizados para aplicação, cigarros eletrônicos, perfumes importados, aparelhos celulares, uma máquina de cartão, dinheiro em espécie e registros de vendas.
Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o grupo mantinha uma estrutura voltada à aquisição, armazenamento, comercialização e aplicação dos medicamentos. Parte dos produtos era anunciada em redes sociais, inclusive com ofertas de doses experimentais para atrair clientes.
As apurações apontam ainda que as aplicações eram realizadas sem controle médico, inclusive em estabelecimentos comerciais, como salões de beleza. Em um dos locais vistoriados, os agentes encontraram medicamentos armazenados e seringas já preparadas para utilização.
Os cinco investigados foram encaminhados à Delegacia Seccional de Limeira, onde permaneceram presos à disposição da Justiça. A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar outros envolvidos e apurar a origem dos produtos apreendidos, que serão submetidos à perícia.
Segundo a corporação, a comercialização e aplicação clandestina desses medicamentos representa risco à saúde pública, principalmente pela ausência de controle sobre a procedência, armazenamento e administração dos produtos.




