Janones descarta Ministério da Comunicação Digital e diz que quer fortalecer Lula no Congresso

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O parlamentar também relatou ter recebido convites para colaborar com campanhas de grupos progressistas em outros países, em razão da repercussão internacional da estratégia. Foto Ricardo Stuckert/PR

Deputado da Rede afirma que pretende continuar na Câmara para comandar a mobilização digital de apoiadores do presidente; criação de uma nova pasta ainda não foi confirmada pelo governo

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O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal “Exército do Lula”, afirmou neste domingo (2) que não pretende assumir um ministério no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro. O parlamentar declarou que prefere permanecer na Câmara dos Deputados para atuar na articulação política e manter a mobilização digital de apoiadores do governo.

A declaração foi publicada nas redes sociais e reforça o posicionamento apresentado anteriormente em entrevista ao Fantástico, da TV Globo. Janones também descartou a possibilidade de comandar um eventual Ministério da Comunicação Digital, cuja criação vem sendo discutida nos bastidores políticos, mas ainda não foi anunciada oficialmente.

“Porque não desejo ser ministro? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos”, escreveu.

O deputado afirmou que pretende continuar fazendo a mobilização política que marcou sua atuação durante a campanha presidencial de 2026.

“O único lugar aonde eu conseguirei entregar ao presidente Lula exatamente o mesmo que entreguei neste segundo turno é na Câmara dos Deputados. Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o Exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele”, declarou.

Ministério ainda está em discussão

A possível criação de um Ministério da Comunicação Digital ganhou espaço nas especulações sobre a organização do próximo governo. A proposta seria reunir estruturas atualmente distribuídas entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O novo órgão teria como atribuição ampliar a comunicação institucional do governo nas plataformas digitais e estabelecer estratégias de relacionamento com a população pelas redes sociais.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirmou que a decisão ainda depende do presidente.

“O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais”, afirmou.

Atuação política na Câmara

Janones também sinalizou que pretende participar da articulação governista no Congresso Nacional. Segundo ele, a permanência no Legislativo permitirá contribuir diretamente para a construção de apoio às propostas do Executivo.

“Acho que posso ajudar muito como deputado. Ele precisa de força no Congresso, a extrema direita tem maioria e eu posso dar um peso ali. Eu vou seguir o que o presidente mandar”, afirmou a jornalistas.

A declaração indica que o parlamentar pretende manter proximidade política com Lula, embora sem ocupar um cargo na estrutura ministerial.

A atuação de Janones ganhou projeção durante o segundo turno, quando o canal “Exército do Lula” chegou, segundo o deputado, a reunir mais de 10 milhões de participantes. A mobilização digital foi utilizada para distribuir mensagens, vídeos e orientações aos apoiadores da candidatura petista.

O parlamentar também relatou ter recebido convites para colaborar com campanhas de grupos progressistas em outros países, em razão da repercussão internacional da estratégia.

“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra ficar livre da extrema direita”, declarou.

A decisão de permanecer na Câmara mantém Janones no centro da articulação política do governo, especialmente na comunicação digital e na mobilização de apoiadores. A eventual criação de um ministério específico, entretanto, continua dependendo de uma definição de Lula.

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