Desde a Revolução Industrial a temperatura média do planeta aumentou em torno de 0,6 ºC e a comunidade científica tem sido praticamente unânime em apontar que a ampliação do “efeito estufa” vem sendo provocada pela crescente concentração na atmosfera de certos gases. Esses gases impedem a liberação, para o espaço, do calor emitido pela superfície terrestre, a partir do aquecimento pelo sol
A entrada em vigor do Protocolo de Quioto, que limita as emissões de gases responsáveis pelo chamado “efeito estufa”, dá início ao combate efetivo do aquecimento do planeta. As decisões de Quioto estão longe de equacionar o problema, mas o tema já coloca, para países e empresas, um conjunto de respostas e definições estratégicas. Outra preocupação é uma agenda pós-Quioto, expressa na convicção de que será necessário um novo acordo internacional, que regule as emissões de gases estufa quando se encerrar a vigência do protocolo em 2012.
O aquecimento global tem implicações diretas na vida cotidiana, ao ocasionar, por exemplo, perdas na agricultura, expansão de doenças endêmicas, aumento da freqüência e intensidade das enchentes e secas, mudança do regime dos rios, com impactos na geração hidrelétrica. Sem mencionar a elevação do nível do mar, com dramáticas conseqüências nas regiões costeiras.
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas desempenha importante papel na condução das discussões. Atua como um elo entre o governo e a sociedade, incluindo ministros e o próprio presidente da República, juntamente com membros da comunidade científica, entidades empresariais e organizações não governamentais, além dos cientistas membros do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.
O Brasil se apresenta, hoje como um dos principais candidatos a atrair projetos na área de energia renovável e eficiência energética dentro Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, ao lado de China e Índia.
Os projetos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e do programa nacional do biodiesel oferecem excelentes oportunidades de enquadramento no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
Devemos estar vigilantes às repercussões dos efeitos das queimadas na agricultura, bem como sobre o processo de ocupação e o desmatamento da Amazônia, uma vez que recai sobre essas ações a maior contribuição brasileira para o efeito estufa. É imperativo evitar o desmatamento ilegal. Um passo para isso é o Programa Nacional de Combate ao Desmatamento.
A vocação de sermos o “país do futuro”, também se aplica nessa área. Cabe-nos não desperdiçar oportunidades e fazer definições corretas, agora, para que de fato o amanhã confirme nossas melhores vocações.




