Ministério Público do Trabalho recebeu quase 360 denúncias entre janeiro e julho; morte de jovem em madeireira reacende debate sobre informalidade
A região de Campinas registrou aumento de 17% nas denúncias relacionadas à falta de registro em carteira de trabalho nos primeiros sete meses deste ano, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 306 denúncias. No mesmo período deste ano, o número chegou a quase 360. O MPT atua na defesa dos direitos trabalhistas por meio de fiscalizações, ações civis públicas e iniciativas voltadas à formalização do trabalho.
O tema ganhou destaque após a morte de Cauã Godoy, de 23 anos, em uma madeireira no Jardim São Gabriel, em Campinas. O jovem morreu no dia 25, depois de ser atingido por madeiras enquanto trabalhava.
Segundo a Polícia Militar, Cauã retirava placas de madeira quando foi atingido. O proprietário afirmou que o jovem estava em seu primeiro dia de trabalho. Já a ex-companheira declarou que ele trabalhava no local havia pelo menos dois meses, sem registro em carteira.
A advogada trabalhista afirma que a investigação deverá verificar, entre outros pontos, se a empresa cumpria as normas de segurança e quais eram as condições em que o jovem trabalhava.
O aumento das denúncias também evidencia a busca de trabalhadores por mecanismos para garantir direitos previstos na legislação trabalhista, especialmente em situações de informalidade e falta de registro.



