Vereadoras e deputada acionam MPs para barrar avanço de mega data center em Campinas

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Parlamentares questionam licenciamento ambiental, consumo de água e energia e pedem inspeção urgente na Fazenda Pau D’Alho

A vereadora Mariana Conti (PSOL) e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionaram o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e o Ministério Público Federal (MPF) para pedir a fiscalização do projeto de um mega data center previsto para Campinas.

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As parlamentares querem que as obras na Fazenda Pau D’Alho, no Polo II de Alta Tecnologia, não avancem até que sejam verificadas as licenças e autorizações ambientais, hídricas, energéticas, urbanísticas e patrimoniais relacionadas ao empreendimento.

Batizado de Campus Campinas ou Campus Data Center Pau D’Alho, o projeto prevê a ocupação de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados de edificações. A demanda inicial de energia está estimada em 216 MW, podendo chegar a 386 MW. A subestação projetada terá 300 MW, com possibilidade de expansão para 1 GW.

Segundo as representações, as equipes dos mandatos não localizaram, até 24 de agosto, alguns documentos ambientais específicos, como autorizações para supressão de árvores e intervenções em áreas de preservação permanente, além de eventual Estudo de Impacto de Vizinhança.

As parlamentares, no entanto, ressaltam que a ausência dos documentos em suas buscas não significa necessariamente que eles não existam. Por isso, pedem que os órgãos de controle requisitem os processos completos e verifiquem quais licenças já foram emitidas e quais exigências ainda estão pendentes.

A Prefeitura de Campinas informou que a subestação possui Licença Ambiental Prévia e de Instalação (LP/LI) nº 030/2026-II, emitida em 18 de agosto pela Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Segundo o município, a licença estabelece regras para a execução das obras e determina que não haja supressão de árvores ou intervenção em APP sem autorização ambiental.

As representações também pedem uma inspeção georreferenciada na Fazenda Pau D’Alho para verificar a existência de terraplenagem, canteiros, fundações, novos acessos, sistemas de drenagem ou intervenções em áreas protegidas.

Outro ponto de preocupação é o impacto energético. As parlamentares pedem que sejam analisados os documentos relacionados à conexão do empreendimento à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional, além das estruturas de transmissão e da subestação.

A investigação solicitada ao MP-SP e ao MPF deverá esclarecer se todas as etapas do empreendimento estão devidamente licenciadas e se os impactos ambientais, hídricos e energéticos estão sendo avaliados de forma conjunta.

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