Governador Tarcísio de Freitas pode ser o próximo nome atingido pelo escândalo do Banco Master

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Deputado Linderberg Farias relaciona governador paulista a doações eleitorais e privatizações investigadas após avanço das apurações sobre Daniel Vorcaro

Nos bastidores de Brasília e do Palácio dos Bandeirantes, aliados do governador acompanham com preocupação a escalada da crise envolvendo Vorcaro. Foto Reprodução

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O deputado federal Lindbergh Farias afirmou neste domingo (18) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deverá ser um dos próximos nomes diretamente impactados pelas investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lindbergh declarou que o avanço das apurações poderá atingir o núcleo político ligado ao governador paulista e citou possíveis conexões com privatizações conduzidas pelo governo estadual, incluindo operações envolvendo a Sabesp e a EMAE.

“Tarcísio de Freitas. Esse é o próximo nome que vai aparecer nesse escândalo do Master e do Vorcaro”, afirmou o parlamentar.

Lindbergh também mencionou o empresário Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro ligado ao entorno de Vorcaro. Segundo o deputado, Zettel teria destinado R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para a campanha eleitoral de Tarcísio em 2022.

Até o momento, não há acusação formal da Polícia Federal ou do Ministério Público ligando diretamente Tarcísio de Freitas a irregularidades no caso Banco Master. As declarações de Lindbergh representam posicionamento político e ocorrem em meio ao aumento da pressão sobre figuras próximas ao bolsonarismo citadas nas investigações.

Nos bastidores de Brasília e do Palácio dos Bandeirantes, aliados do governador acompanham com preocupação a escalada da crise envolvendo Vorcaro. O caso ganhou dimensão nacional após a divulgação de conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro sobre supostos repasses financeiros ligados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro produzida nos Estados Unidos.

Segundo revelações recentes, Vorcaro teria transferido R$ 61 milhões relacionados ao projeto audiovisual, ampliando o desgaste político no entorno do bolsonarismo. O episódio também atingiu aliados de Tarcísio no campo conservador e abriu discussões sobre possíveis conexões entre empresários do setor financeiro, campanhas eleitorais e estruturas políticas da direita brasileira.

O governo paulista acabou envolvido indiretamente após vir à tona a utilização de espaços públicos administrados pelo Estado para gravações do filme “Dark Horse”. Entre os locais citados estão o Museu das Favelas e o Memorial da América Latina.

Publicamente, Tarcísio afirmou que Flávio Bolsonaro deve continuar prestando esclarecimentos sobre a relação com Daniel Vorcaro. Reservadamente, porém, interlocutores do governo paulista relatam desconforto crescente diante do avanço das investigações e do impacto político da crise.

Outro nome citado no contexto do caso é o senador Ciro Nogueira, alvo de operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro André Mendonça após a descoberta de supostos repasses mensais atribuídos ao entorno de Vorcaro.

Até o momento, o governo de São Paulo não comentou as declarações de Lindbergh Farias. A defesa de Daniel Vorcaro também não se manifestou sobre as novas citações envolvendo agentes políticos e contratos ligados ao Estado paulista.

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