Haddad diz que discutirá tarifaço com secretário do Tesouro dos EUA

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Ministro da Fazenda afirmou que irá negociar diretamente com Scott Bessent após Trump impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

Por Sandra Venancio – Foto Valter Campanatto/Agencia Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (31/7) que pretende se reunir com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para discutir a decisão do governo norte-americano de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi oficializada pelo presidente Donald Trump na tarde da última quarta-feira (30).

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Em conversa com jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda, em Brasília, Haddad disse que a decisão americana é vista com preocupação e será tratada como prioridade nas relações bilaterais. “Vou entrar em contato com o secretário Bessent para abrir um canal de diálogo direto e entender melhor os fundamentos da decisão. Não vamos deixar isso sem resposta institucional”, afirmou o ministro.

A ordem executiva assinada por Trump foi publicada no site oficial da Casa Branca e justifica o aumento tarifário citando uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida repercutiu imediatamente no mercado e nas relações diplomáticas, gerando reações em diferentes setores do governo brasileiro.

Haddad evitou confrontos diretos, mas deixou claro que o governo estuda formas de proteger a indústria nacional. “Ainda estamos mensurando o impacto efetivo nos setores produtivos, mas posso adiantar que não é desprezível. O Itamaraty e o Ministério da Indústria também estão mobilizados para lidar com o caso.”

A decisão de Trump isentou do tarifaço cerca de 694 produtos, especialmente ligados aos setores de combustíveis, polpa de madeira, minérios, fertilizantes e aeronaves civis. No entanto, itens de alto valor agregado como máquinas, têxteis, produtos agroindustrializados e siderúrgicos foram diretamente atingidos.

O governo Lula considera a medida como parte de uma retaliação política e avalia acionar mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC), caso não haja reversão parcial ou total das tarifas após as conversas diplomáticas previstas para os próximos dias.

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