Prisões preventivas foram substituídas por medidas cautelares enquanto prosseguem as investigações sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao PCC
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A Justiça Federal revogou as prisões preventivas de sete investigados na Operação Exchange, da Polícia Federal, entre eles Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, conhecida como Stella Lemos. Os suspeitos passam a responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares, no âmbito da investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Entre as medidas impostas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega dos passaportes, a proibição de contato entre os investigados e a obrigação de comparecimento periódico ao Judiciário. A decisão busca assegurar o andamento da investigação sem a manutenção da prisão preventiva.
Investigação
Segundo a Polícia Federal, a Operação Exchange investiga uma organização suspeita de movimentar recursos de origem ilícita por meio de operações financeiras destinadas a ocultar a origem do dinheiro. As apurações indicam que o esquema teria ligação com crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de substâncias e operações financeiras clandestinas.
Os investigadores apontam Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ygor Fokin Saviolly como os principais articuladores da estrutura. De acordo com a investigação, eles teriam utilizado as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda. e Hi Quality Importação e Distribuição Ltda. para movimentar recursos e dissimular sua origem.
Conforme a Polícia Federal, o grupo atuaria de forma semelhante à de doleiros, recebendo valores em espécie de clientes interessados em ocultar a procedência dos recursos. A investigação também aponta operações envolvendo entrega de dinheiro no exterior, conversão de valores em criptomoedas, transferências fracionadas para contas nos Estados Unidos e negociações relacionadas ao contrabando de mercadorias.
Ygor Saviolly permanece preso nos Estados Unidos desde o início deste ano. Já Victor Shimada é considerado foragido e não foi localizado durante o cumprimento dos mandados da Operação Exchange.
Dias antes da operação, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra Stella Lemos, Victor Shimada e três empresas brasileiras, alegando que fariam parte de uma rede de operadores financeiros ligada ao PCC e ao tráfico internacional de drogas. As autoridades norte-americanas afirmam que a organização teria lavado mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades criminosas.
Após a deflagração da operação, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a divulgação antecipada das sanções pelos Estados Unidos prejudicou a investigação brasileira.
“De fato, se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, talvez tivéssemos localizado essa pessoa (Shimada) e, infelizmente, não localizamos. Então, houve um prejuízo.”
A investigação prossegue para apurar a origem dos recursos movimentados, a participação individual de cada investigado e a eventual ligação do grupo com integrantes do PCC.
Até o momento, não houve divulgação de manifestação da defesa dos investigados sobre o mérito das acusações. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.




