PF faz nova busca na residência de Bolsonaro em Brasília para localizar armas registradas; defesa diz que nada foi encontrado

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A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados aos registros dos armamentos. Foto Arquivo Agencia Brasil

Operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após divergências na localização de armamentos registrados em nome do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma nova operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados aos registros dos armamentos.

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Segundo o advogado de defesa João Henrique Freitas, os agentes federais cumpriram integralmente o mandado, mas não encontraram armas ou qualquer outro material que fosse alvo da decisão judicial. A manifestação foi divulgada nas redes sociais após Moraes manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinar a entrega de todas as armas registradas em seu nome à Polícia Federal.

Arsenal

A nova diligência ocorre após divergências na localização de parte do arsenal registrado em nome do ex-presidente. Inicialmente, a defesa informou ao STF que oito armas estavam sob custódia de um Batalhão da Polícia do Exército e outras duas permaneciam com a Polícia Federal.

Durante o procedimento de entrega, porém, o Exército localizou apenas seis armas registradas em nome de Bolsonaro. Conforme informado pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, não foram encontradas uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12.

Em nova petição apresentada ao STF, a defesa informou que a espingarda calibre 12 nunca foi retirada da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, em Caxias do Sul (RS). Segundo os advogados, o armamento foi recebido como presente, mas permaneceu desde a aquisição nas dependências da empresa.

A petição afirma

Conforme a relação apresentada ao Supremo, o Exército entregou à Polícia Federal uma pistola Taurus calibre .380, uma pistola Taurus calibre .40 S&W, uma carabina Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12 GA, uma pistola Arex calibre 9×19 mm e uma pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm.

A determinação de entrega das armas também está relacionada a um inquérito instaurado após a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal, em 15 de junho. Em depoimento, o ex-presidente reconheceu ser o proprietário do armamento e afirmou que ele permanecia em sua residência. Segundo o registro da investigação, Bolsonaro justificou a posse da arma dizendo que “tem três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.

Nota da defesa

O advogado João Henrique Freitas afirmou que a Polícia Federal cumpriu o mandado de busca expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, mas informou que nenhuma arma, munição ou outro material objeto da decisão judicial foi localizado durante a diligência realizada na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

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