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sábado, fevereiro 7, 2026
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Tarifaço de Trump ameaça devastar economia de Campinas e RMC com quase meio bilhão e Tarcísio fica no discurso

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Tarcísio minimiza caos, culpa Lula e diz que SP só “sofre zero” com tarifaço — enquanto o setor produtivo tem prejuízo

Por Sandra Venancio


Com 25% de suas exportações voltadas aos Estados Unidos, Campinas pode perder até 40% dessa receita com a nova taxação de 50% anunciada pelo governo Donald Trump. Para enfrentar o impacto, o município integrou, nesta segunda-feira (4), uma comissão nacional de prefeitos voltada a articular respostas políticas e econômicas ao chamado “tarifaço”.

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A decisão foi tomada durante reunião extraordinária da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), que contou com a participação do prefeito Dário Saadi (Republicanos). Ele destacou que Campinas exporta, em média, US$ 250 milhões por ano para os Estados Unidos e que o aumento tarifário ameaça setores estratégicos da economia local.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC), formada por 20 cidades e com mais de 3 milhões de habitantes, também será duramente atingida. A região é uma das maiores exportadoras do Estado de São Paulo, com destaque para produtos industrializados, maquinários e alimentos processados.

O prefeito anunciou que pretende participar ativamente de tratativas com autoridades de diferentes esferas, além de manter diálogo direto com representantes do setor produtivo.

Governador troca críticas ao presidente federal por posicionamento dúbio, evita medidas concretas e aposta todo o discurso num “diálogo” que ainda não aconteceu.

Posicionamento público do governador Tarcísio de Freitas

Tarcísio de Freitas afirmou que espera que o Brasil amplie o diálogo com os EUA para evitar prejuízos — citando setores como carne, café, pneus e máquinas. O governador enfatizou que há necessidade de negociação diplomática, sem adotar tom beligerante contra Washington.

Apesar da retórica diplomática, chegou a minimizar os efeitos do tarifaço dizendo que teria impacto “zero” para São Paulo, afirmando que se concentraria em resolver outros problemas regionais. Ao mesmo tempo, culpou o presidente Lula pela crise, sugerindo má gestão política e comercial, sem, no entanto, apresentar nenhuma medida estadual concreta.

Medidas concretas nada foi feito

Até o momento, não foram anunciadas ações estaduais diretas:

  • Nenhum plano emergencial de apoio direto ao setor produtivo exportador paulista.
  • Nenhum gesto claro aos exportadores afetados, como crédito emergencial, seguro cambial ou ajuda regionais.
  • A única intervenção pública foi um pedido informal ao encarregado de negócios da embaixada americana no Brasil, solicitando revisão da tarifa, embora sem protocolo formal. Ultrapassando sua competência institucional — governadores não têm prerrogativa legal para negociar ou interceder oficialmente em temas de comércio exterior, tarifas ou sanções.

Estratégia política

De acordo com análises, Tarcísio recalibrou seu discurso para tentar equilibrar sua base eleitoral bolsonarista e as pressões do setor produtivo — sem distanciar-se de alianças conservadoras nem se alinhar completamente com o governo federal.

Tarcísio de Freitas falhou ao não apresentar respostas tangíveis para proteger a economia paulista — especialmente o complexo exportador. Enquanto isso, exportadores paulistas seguem no escuro, e o discurso minimalista combina mais com cena pré-eleitoral do que com uma resposta responsável à crise.

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