Megaoperação em Campinas mira esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

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Operações Quasar e Tank investigam movimentação bilionária e envolvimento de facções criminosas; bloqueio de bens e prisões foram determinados


Sandra Venancio – Foto Divulgação Policia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas para combater esquemas de lavagem de dinheiro e crimes financeiros na cadeia produtiva de combustíveis, incluindo ramificações em Campinas.

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A Operação Quasar cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Campinas, São Paulo e Ribeirão Preto. Segundo as investigações, o grupo utilizava fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação a facções criminosas. Foram identificadas transações simuladas de compra e venda de imóveis e ativos sem finalidade econômica real, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários.

https://twitter.com/policiafederal/status/1961005777520320985

A Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro integral de fundos utilizados no esquema. O montante sob investigação chega a R$ 1,2 bilhão, correspondente às autuações fiscais já aplicadas, e também foi determinado o afastamento de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

Paralelamente, a Operação Tank, considerada uma das maiores já realizadas contra lavagem de dinheiro no Paraná, investigou um grupo que teria movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019, utilizando depósitos fracionados, laranjas, fraudes contábeis e adulteração de combustíveis. A ação resultou no cumprimento de 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além do bloqueio de R$ 1 bilhão em bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas.

Impacto em Campinas

A investigação reforça a presença de Campinas no mapa de grandes operações da PF contra o crime organizado. As buscas em endereços locais têm como objetivo esclarecer os vínculos do esquema com o setor financeiro e de combustíveis da região, permitindo avançar na identificação de responsáveis e recuperação de recursos desviados.

  • Em Campinas, são 7 alvos: 4 empresas e 3 pessoas físicas.
  • Em Paulínia, a operação mira 2 empresas e 2 pessoas físicas.
  • Em Jundiaí, são 3 pessoas físicas investigadas.
  • Em Itu, 2 pessoas físicas estão entre os alvos.
  • Em Cosmópolis, há 1 pessoa física envolvida.
  • Em Santa Bárbara d’Oeste, o foco é 1 empresa.
  • Em Rio das Pedras, 1 pessoa física é alvo da investigação.
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