O espetáculo infantil “A Pequena Sereia”, da Cia. do Pátio, retorna ao palco do Teatro do Parque D. Pedro Shopping em temporada durante o mês de março. O espetáculo foi atração do último Festival de Férias, em janeiro e traz novos integrantes no elenco. Com texto de Fábio Torres e direção de Isser Korik, a montagem é uma livre adaptação do conto homônimo de Hans Christian Andersen, que serviu de base para a criação do desenho animado da Disney.
A sereia Marina, filha do Rei dos Oceanos, se apaixona por um príncipe que acidentalmente cai no mar. Para conquistar seu amor, a pequena princesa contraria seu pai, que não confia nos humanos, e se arrisca ao cruzar os limites entre as águas e a terra. Tudo isso, graças a um pacto com sua tia, uma terrível bruxa das profundezas do reino marinho. Com ajuda de sua irmã Serena e da tartaruga Kulua, ela viverá aventuras entre a terra e o mar.
SOBRE O ESPETÁCULO
Emoção e aventura são os principais ingredientes da montagem, que também traz cenas cômicas. Serena, os ministros do Rei e o caranguejo Casca são alguns dos personagens que prometem ao público muitas risadas. O diretor Isser Korik conta que na criação da peça aplicou as referências de interpretação dos atores populares brasileiros, linguagem essa que o diretor vem pesquisando desde o início de sua carreira em 1985. “Nós pesquisamos um jeito brasileiro de atuar, que tem a comicidade como uma das características. É uma maneira de atuar nada intimista”, explica Korik.
A peça fala do rompimento de limites na busca da felicidade. Marina corre todos os riscos para chegar à terra e ficar ao lado do príncipe. O dramaturgo Fabio Torres diz que o conto original serviu como inspiração, mas retirou dele os detalhes dramáticos como o desaparecimento da sereia em forma de espuma. “Coloquei um final feliz na história”, diz.
A montagem é pontuada pelas músicas do desenho animado da Disney, que estão na memória das crianças. O repetório ganhou arranjos novos, criados pelo diretor musical Carlos Bauzys. “Experimento sonoridades diferentes do original da Disney, explorando bastante o trabalho vocal dos atores, que imitam sons de animais e instrumentos musicais. A intenção é transportar as crianças para os ambientes da peça”, conta Bauzys.
Os cenários de Lafaete Mont’ Alegre situam a peça em três ambientes: a superfície do mar, o fundo do mar e a terra. O fundo do mar, onde grande parte da história acontece, é destacado com recursos de luz negra. “A luz negra cria um efeito misterioso e destaca alguns elementos do cenário”, diz Lafaete que também assina os figurinos.




