Colégio Rio Branco, da Fundação de Rotarianos de São Paulo, estimula professores com o objetivo de melhorar o aprendizado de crianças e adolescentes disléxicos.
A dislexia é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, que afeta de 10 a 15% da população mundial, de acordo com informações da Associação Brasileira de Dislexia. Confundidos freqüentemente com má alfabetização, desatenção e até baixa inteligência, seus sintomas passam despercebidos nas salas de aula, onde a dislexia é a disfunção de maior incidência. Não são raros os casos de crianças e adolescentes que chegam até o ensino médio sem receber um diagnóstico preciso e tratamento adequado, comprometendo seu aprendizado e sua vida pessoal.
O papel da escola e dos professores é essencial para a identificação dos sintomas e no auxílio do tratamento do aluno disléxico. As duas unidades do Colégio Rio Branco, Higienópolis e Granja Vianna, têm preparado seus professores com o objetivo de melhorar as condições de aprendizado destes alunos.
“Nossos professores passam a conhecer melhor a disfunção e sabem como atuar didaticamente, oferecendo estímulo, apoio e inclusão destes alunos na vida escolar”, explica Esther de Almeida, diretora do Colégio Rio Branco.
A dislexia é genética, de caráter hereditário, e tem três tipos: auditiva, visual e mista, sendo esta a mais comum. Os sintomas são bastante específicos. A criança inverte letras e sílabas (como prato/parto), confunde letras e palavras semelhantes, na escrita (“p”, “b” e “q”) e no som (“f/v”, “t/d”). Além disso, sua leitura é bastante lenta e tem dificuldade para entender o que lê.
Quem tem o distúrbio também apresenta atraso no desenvolvimento da fala e linguagem, pobreza de vocabulário e dificuldade de memória. Um diagnóstico correto e preciso requer uma equipe multidisciplinar, envolvendo psicopedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo, neurologista, oftamologista e audiologista.




