Denúncia de ex-funcionário levou polícia a armazém já interditado anteriormente na região do DIC 5

Uma operação da Polícia Civil, em conjunto com a Vigilância Sanitária, apreendeu cerca de três toneladas de carne imprópria para consumo nesta quarta-feira (30), em um armazém no bairro DIC 5, em Campinas.
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Segundo a investigação, o local — que já havia sido interditado há dois anos pelo mesmo motivo — era utilizado para armazenar produtos vencidos. A suspeita é de que as carnes eram manipuladas para ocultar sinais de deterioração e, posteriormente, revendidas em açougues da cidade, o que pode configurar crime contra a saúde pública.
A operação foi desencadeada após denúncia de um ex-funcionário, que apontou o uso do espaço para adulteração de alimentos fora do prazo de validade. No endereço, na Avenida Emily Cristina Giovanni, agentes flagraram um trabalhador manuseando os produtos em condições consideradas irregulares pelas autoridades sanitárias.
O homem foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e liberado em seguida. De acordo com a polícia, ele não é tratado como responsável pelo esquema. As investigações avançam para identificar os proprietários da rede de açougues envolvida e possíveis ramificações do comércio irregular na cidade.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a reutilização e revenda de carne vencida pode causar intoxicações graves e surtos alimentares, especialmente quando há manipulação para mascarar o estado de conservação. A reincidência do uso do imóvel, mesmo após interdição anterior, levanta dúvidas sobre a eficácia da fiscalização e possíveis falhas no monitoramento de estabelecimentos já autuados.




