Especialista defende perícia autônoma e acompanhamento do Ministério Público após caso envolvendo preso ligado ao Banco Master

O jurista Pedro Serrano afirmou nesta quarta-feira (4) que as circunstâncias envolvendo a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, precisam ser apuradas por estruturas independentes dentro da Polícia Federal. A manifestação foi publicada nas redes sociais após a divulgação das informações sobre o caso ligado à Operação Compliance Zero.
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Na publicação, Serrano defendeu uma investigação conduzida por equipes distintas das responsáveis pela custódia do preso e com acompanhamento do Ministério Público Federal. “O suicídio de Sicário carece ser investigado por estruturas diferenciadas no interior da PF, com peritos de reconhecida independência e agentes distintos do sistema que o guardava com acompanhamento intenso do MPF”, escreveu.
O jurista também classificou o episódio como incomum. “Muito inusual e estranho o que aconteceu”, afirmou ao comentar as circunstâncias divulgadas após a prisão do investigado.
Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação tem como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Apontado nas investigações como auxiliar do empresário, Mourão era conhecido pelo apelido de “Sicário”. Após a prisão, ele foi encaminhado para a carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais.
Segundo informações divulgadas pela corporação, o investigado teria tentado tirar a própria vida dentro da cela. Policiais que estavam no local prestaram os primeiros socorros e acionaram equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
O preso foi levado para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde recebeu atendimento médico após o ocorrido. As circunstâncias do caso seguem sob análise das autoridades.




