Superlotação pressiona equipes médicas e hospital pede redirecionamento de novos casos do SUS

A superlotação no hospital da Pontifícia Universidade Católica de Campinas atingiu 365% de ocupação, com 49 pacientes acomodados em macas nos corredores da unidade, segundo atualização divulgada pela própria instituição. O hospital possui apenas 20 leitos destinados ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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O cenário de pressão no atendimento vem se agravando nos últimos dias. Na quinta-feira da semana passada, a ocupação estava em 280%, com 30 pacientes nos corredores. Na segunda-feira, o índice subiu para 300%, com 38 pessoas aguardando atendimento fora dos leitos.
Corredores lotados e pacientes à espera
Imagens registradas por equipes de reportagem mostram macas espalhadas pelos corredores do hospital, enquanto pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde dividem áreas de circulação enquanto aguardam atendimento, exames ou vagas para internação.
Um dos pacientes relatou que aguardava cirurgia após diagnóstico de apendicite aguda e descreveu o desconforto da espera em meio à superlotação da unidade.
De acordo com o hospital, o aumento da demanda também tem provocado sobrecarga nas equipes médicas e de enfermagem, que precisam atender tanto os pacientes internados quanto aqueles que permanecem nos corredores aguardando vagas.
Diante do cenário, a unidade informou que solicitou à regulação estadual que avalie o encaminhamento de novos pacientes para outros hospitais da rede pública, alegando não haver mais condições de receber novos casos encaminhados pelo SUS.
Promessa de novos leitos
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, se comprometeu a disponibilizar até 100 novos leitos do SUS na cidade.
A previsão é que essas vagas sejam abertas na Casa de Saúde de Campinas dentro de aproximadamente quinze dias.
O hospital também informou que o paciente que aguardava cirurgia por apendicite foi operado na terça-feira. Mesmo assim, profissionais de saúde e usuários do sistema público afirmam que a situação de superlotação continua crítica e preocupa quem depende do atendimento na unidade.




