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segunda-feira, março 16, 2026
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Haddad articula candidatura ao governo de São Paulo e diz ter “plano” para enfrentar Tarcísio

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Reunião reservada com aliados marca início de mobilização política do ministro da Fazenda para disputa estadual

Segundo relato de participantes divulgado pela CNN Brasil, o ministro afirmou a aliados que possui um “plano” para vencer a eleição no estado. Foto Marcelo Camargo/Agencia Brasil

Uma reunião reservada realizada na noite de quarta-feira (11) marcou o início de uma nova etapa das articulações políticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para disputar o governo de São Paulo nas próximas eleições. Segundo relato de participantes divulgado pela CNN Brasil, o ministro afirmou a aliados que possui um “plano” para vencer a eleição no estado.

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O encontro ocorreu de forma discreta na residência de um aliado e reuniu um grupo restrito de integrantes considerados estratégicos para a futura campanha. Entre os presentes estavam o marqueteiro Otávio Antunes, os deputados federais Jilmar Tatto (PT) e Carlos Zarattini (PT), além do assessor Laio de Moraes, considerado um dos colaboradores mais próximos do ministro.

De acordo com relatos, o clima da conversa foi mais descontraído e otimista do que em encontros anteriores do grupo político. Durante a reunião, Haddad reafirmou que assumiu a missão política de disputar o governo paulista com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Fiquem tranquilos, pois tem um ‘plano’ para ganhar em São Paulo”, teria afirmado o ministro, segundo um dos presentes. Apesar da declaração, os detalhes da estratégia eleitoral não foram apresentados.

Entre os ausentes estava o deputado estadual Emidio de Souza (PT), aliado histórico de Haddad, que não participou da reunião por motivos familiares.

Estratégia contra o governo estadual

Durante a conversa, aliados discutiram possíveis linhas de confronto político com a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entre os temas citados estão a privatização da Sabesp, o modelo de pedágios nas rodovias estaduais e críticas de petistas ao que consideram falta de apoio do governo paulista a prefeitos do interior.

Participantes também comentaram, em tom informal, as dificuldades logísticas de uma campanha em um estado de dimensões amplas como São Paulo. Em tom de brincadeira, alguns lembraram que Haddad historicamente demonstra pouco entusiasmo por agendas em cidades distantes da capital — fator que aliados avaliam que precisará ser superado durante a campanha.

A expectativa no grupo político é que Fernando Haddad oficialize a candidatura ainda nesta semana, possivelmente ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das hipóteses discutidas nos bastidores é que o anúncio ocorra de forma informal durante entrevistas após eventos públicos — formato conhecido no meio político como “quebra-queixo”, quando jornalistas cercam autoridades para perguntas rápidas.

Agenda política em São Paulo

Lula tem agenda prevista no estado na quinta-feira (19), quando participará da 17ª edição da Caravana Federativa, encontro que reúne prefeitos e gestores municipais para discutir programas federais e parcerias institucionais. O evento é organizado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, comandada pela ministra Gleisi Hoffmann (PT).

Antes disso, Haddad e Lula também devem participar da comemoração de aniversário da ex-prefeita Marta Suplicy, evento que reunirá lideranças políticas na capital paulista.

Chapa em negociação

Nos bastidores, a estratégia inicial do grupo político prevê lançar a candidatura de Haddad antes de definir completamente a composição da chapa majoritária.

Uma das vagas ao Senado poderia ser destinada à ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), que avalia uma eventual mudança de partido para integrar uma coligação mais ampla.

Outro nome citado nas conversas é o da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), que enfrenta disputas internas em sua legenda e analisa cenários políticos que incluem uma possível mudança partidária.

Dentro do PSB, também são discutidos os movimentos do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Uma das hipóteses avaliadas é sua candidatura ao Senado por São Paulo, embora aliados afirmem que ele também poderá permanecer na chapa presidencial como vice de Lula e atuar diretamente na campanha estadual.

Outro ator relevante nas articulações é o ministro e ex-governador Márcio França (PSB), que mantém interlocução com diferentes partidos da base aliada.

Além disso, o PT mantém negociações com legendas como PDT e PSOL em busca de ampliar o arco de alianças para a disputa pelo governo paulista.

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