Nova fase cumpre mandados no DF e Ceará e investiga organização criminosa suspeita de fraudes previdenciárias

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, nova fase da ofensiva contra um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, com mandados cumpridos no Distrito Federal e no Ceará por ordem do Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.
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A ofensiva é um desdobramento da Operação Sem Desconto e mira o aprofundamento das investigações sobre uma estrutura criminosa que, segundo os órgãos de controle, atuava inserindo dados falsos em sistemas oficiais para autorizar cobranças indevidas diretamente nos benefícios previdenciários.
Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões e outras medidas cautelares. A suspeita central é de que o grupo utilizava entidades associativas como fachada para legitimar descontos mensais sem autorização dos beneficiários, prática que pode ter atingido aposentados e pensionistas em diferentes estados.
As apurações indicam indícios de estelionato previdenciário e também de ocultação e possível dilapidação de patrimônio obtido de forma ilícita. Investigadores avaliam que a atuação do grupo apresentava divisão de tarefas e mecanismos para dificultar o rastreamento dos recursos desviados.
A operação mobilizou equipes da Polícia Federal e auditores da CGU em atuação coordenada, com foco não apenas na coleta de provas, mas também na interrupção imediata das fraudes. A estratégia inclui medidas judiciais para bloquear bens e impedir a continuidade dos descontos irregulares.
Nos bastidores, fontes ligadas à investigação apontam que o avanço da operação no Supremo Tribunal Federal pode ter impacto político, já que o caso envolve falhas em sistemas federais e potencial vulnerabilidade em mecanismos de controle de benefícios. A depender dos desdobramentos, o episódio pode ser explorado como instrumento de pressão institucional, especialmente em debates sobre gestão previdenciária e fiscalização de entidades associativas.
A Polícia Federal não divulgou, até o momento, a identidade dos investigados nem o valor total estimado do prejuízo. As diligências seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão do esquema.




