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terça-feira, março 17, 2026
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Presidente da CPMI admite falta de provas contra Lulinha e expõe disputa política sobre investigação do INSS

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Senador reconhece que acusação se baseia apenas em testemunho e acusa governo de barrar acesso a dados

A admissão reforça que, até o momento, não há confirmação documental ou pericial tornada pública que sustente a acusação. Foto Jose Cruz/Agencia Brasil

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana [Podemos-MG], afirmou que não há provas que sustentem a responsabilização do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT], por suposta ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado no esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários.

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A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura, e revela um ponto sensível da investigação parlamentar: apesar da pressão de setores da oposição para vincular Lulinha ao caso, o próprio comando da comissão admite ausência de elementos materiais.

“Eu não posso dizer que o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, tenha culpa. Por quê? Porque nós não temos a prova”, afirmou o senador. Na mesma entrevista, Viana declarou que o colegiado enfrentou limitações para avançar na apuração. “A base do governo não nos deixou quebrar o sigilo, nem nos deixou, por exemplo, ter a lista de viagens pela Anac”, disse, em referência à Agência Nacional de Aviação Civil.

TESTEMUNHO ISOLADO E DISPUTA NARRATIVA

Segundo o presidente da CPMI, a principal referência que embasa suspeitas contra Lulinha é o relato de uma testemunha. “O que nós temos de evidência é uma testemunha que foi clara em dizer que o filho do presidente recebia mesadas do careca do INSS”, declarou.

A admissão reforça que, até o momento, não há confirmação documental ou pericial tornada pública que sustente a acusação. Nos bastidores, a situação expõe uma disputa política dentro da comissão: de um lado, parlamentares que defendem aprofundamento das quebras de sigilo; de outro, a base governista, que atua para limitar medidas consideradas invasivas sem indícios concretos.

A fala de Viana também levanta questionamentos sobre o uso político da CPMI, já que a associação do nome de Lulinha ao caso segue sendo explorada publicamente mesmo sem lastro probatório consolidado. Especialistas em direito parlamentar ouvidos reservadamente avaliam que a insistência nesse vínculo pode funcionar como instrumento de pressão política, sobretudo em um ambiente de polarização.

Até o momento, não há acusação formal contra Fábio Luís Lula da Silva nas investigações relacionadas ao INSS. A comissão segue em andamento, com novos depoimentos e análises de dados ainda previstos.

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