Motos de ocorrências reais serão expostas e blitz educativa terá instalação de antena corta-pipa e orientação de condutas responsáveis no trânsito

A Concessionária Rota das Bandeiras, empresa responsável pela administração do Corredor Dom Pedro de rodovias, e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) retomam, nesta terça-feira, 17 de março, uma campanha itinerante de conscientização com motociclistas. A ação, realizada sempre em pontos com grande circulação de veículos, ocorrerá desta vez na entrada do distrito de Sousas, ao lado do Posto de Informações Turísticas, das 9h às 12h30.
No local, o público irá encontrar motocicletas danificadas em ocorrências reais e placas de sinalização que, em vez das tradicionais mensagens de orientação, regulamentação ou advertência, reproduzem pequenas histórias de motociclistas que perderam sua vida no trânsito.
Além disso, será realizada uma blitz educativa, com a distribuição de panfletos para reforçar a mensagem de conscientização e a instalação gratuita de antenas corta-pipa, dispositivo que contribui para proteger os motociclistas dos riscos provocados por linhas com cerol. O Detran-SP também levará ao local uma dinâmica com Mitos e Verdades sobre o trânsito.
A campanha teve início em outubro do ano passado, no Paço Municipal, e já passou por pontos como a Torre do Castelo e a Estação Cultura. A ação desta terça-feira será a primeira do ano e outras três já foram programadas.
A mobilização conjunta foi planejada em razão de uma estatística comum no trânsito urbano e rodoviário: o alto índice de mortes em ocorrências com motociclistas. Em 2025, foram 42 óbitos de motociclistas ou garupas em ruas e avenidas de Campinas, o que representou 55% das fatalidades no trânsito urbano. O Corredor Dom Pedro de rodovias teve o ano com menor número de acidentes da sua história, mas o número de mortes de motociclistas no trecho de Campinas das rodovias D. Pedro I (SP-065), Prof. Zeferino Vaz (SP-332) e José Roberto Magalhães Teixeira (SP-083) foi o mesmo de 2024: 13, 56,5% do total de mortes.
“Os motociclistas que trafegam nas ruas e avenidas são os mesmos que utilizam as rodovias. A mudança de comportamento deve ser coletiva e ocorre com um tripé de informação, fiscalização e investimento em infraestrutura viária. Uma condução responsável e com os equipamentos de proteção indicados é determinante para minimizar o risco de os motociclistas continuarem sendo as principais vítimas do trânsito”, explica o gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Rota das Bandeiras, Stephan Campineiro.




