Economista afirma que Trump é sociopata e coloca a eonomia mundial em risco

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O economista Jeffrey Sachs afirmou que o conflito envolvendo Irã e Estados Unidos está acelerando a desorganização da ordem internacional liderada por Washington. Em entrevista ao canal do analista Glenn Diesen, Sachs avaliou que a guerra expõe tanto o caráter errático do governo de Donald Trump quanto os limites do poder militar americano.
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Segundo o economista, o conflito não deve ser interpretado apenas como uma crise regional no Oriente Médio, mas como parte de uma disputa estrutural mais ampla. Para ele, estão em jogo temas como hegemonia global, soberania nacional e o redesenho do sistema internacional em um cenário de crescente multipolaridade.
Sachs argumenta que a atuação dos Estados Unidos tem contribuído para enfraquecer alianças históricas e gerar instabilidade, ao mesmo tempo em que abre espaço para o avanço de outras potências no tabuleiro global. A avaliação sugere que o atual momento marca uma transição geopolítica, com impactos diretos na economia mundial, segurança internacional e fluxos energéticos.
Disputa global e rearranjo de forças
A leitura do economista converge com análises de especialistas que apontam para um deslocamento gradual do centro de poder global, com maior protagonismo de países emergentes e alianças alternativas. Nesse contexto, o conflito com o Irã seria mais um capítulo de uma disputa estratégica entre diferentes modelos de governança internacional.
Ao destacar os “limites reais” do poder militar dos Estados Unidos, Sachs também coloca em evidência o custo político e econômico de intervenções prolongadas, além do risco de escalada em uma região considerada chave para o abastecimento energético global.
A entrevista reforça o debate sobre o papel dos EUA no cenário internacional e levanta questionamentos sobre a sustentabilidade de sua liderança diante de crises simultâneas e desafios geopolíticos cada vez mais complexos.




