Polícia Militar alega critérios técnicos e autorização prévia para grupos; centrais sindicais transferem manifestação para o centro

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), de tentar impedir a realização de atos de trabalhadores na Avenida Paulista durante o Dia do Trabalhador. Segundo a parlamentar, o espaço foi previamente destinado a grupos alinhados ao bolsonarismo, o que, em sua avaliação, altera o sentido histórico da data.
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Em publicação nas redes sociais, Hilton afirmou que a medida busca “enfraquecer a luta” pelo fim da escala 6×1. “A intenção é clara: enfraquecer a nossa luta e fazer os jornais estamparem bolsonaristas pedindo a liberdade para um golpista condenado”, escreveu a deputada.
A controvérsia ocorre após a Polícia Militar de São Paulo impedir a realização do tradicional ato das centrais sindicais na Paulista. Segundo a corporação, três grupos já haviam solicitado previamente o uso da via, garantindo autorização com base em critérios cronológicos. A PM também argumentou que, por se tratar de um ano eleitoral, há risco de confronto entre manifestações com pautas divergentes e indicou que poderá acionar o Batalhão de Choque em caso de descumprimento.
Disputa política e impacto simbólico
A decisão gerou reação de lideranças sindicais, que classificaram a medida como desproporcional e com संभावações políticas. O Dia do Trabalhador é historicamente marcado por mobilizações por direitos trabalhistas, e a restrição do uso da principal avenida da cidade é interpretada por organizadores como redução da visibilidade dessas pautas.
Diante do impasse, centrais sindicais e movimentos sociais transferiram a mobilização para a Praça Roosevelt, no centro da capital, com concentração prevista a partir das 9h. A pauta inclui o fim da escala 6×1 e outras reivindicações trabalhistas.
Em nota oficial, a Polícia Militar afirmou que atua de forma “técnica e isonômica”, seguindo critérios previamente definidos, com foco em garantir segurança, mobilidade urbana e ordem pública. Até o momento, o governo estadual não comentou diretamente as declarações da deputada.




